Maria Alice deixou dois filhos, um de seis meses e outro de nove anos.
Notícias de Araguaína – Nesta terça-feira (1/4), o Ministério Público do Tocantins (MPTO) ofereceu denúncia criminal contra o universitário Vitor Gomes Alves de Paula pelo crime de homicídio duplamente qualificado, com dolo eventual, em razão de uma colisão fatal que matou a jovem trabalhadora Maria Alice Guimarães da Silva, 25 anos, no peímetro urbano da BR-153 em Araguaína.
O réu encontra-se preso preventivamente na Casa de Prisão Provisória da cidade desde o dia do acidente, que ocorreu em 22 de março deste ano, por volta das 7h da manhã, quando a jovem estava a caminho do trabalho.
De acordo com a denúncia, Vitor dirigia um veículo BMW em alta velocidade, sem habilitação e sob efeito de álcool, quando colidiu violentamente com a motoneta da jovem, que trafegava dentro do limite de velocidade permitido na via. A colisão resultou na morte imediata da vítima, em decorrência de politraumatismo.
Em vídeo, o promotor de Justiça Daniel José de Oliveira Almeida, da 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína, explica os detalhes apontados na acusação e as qualificadoras do crime. A denúncia tem como base a investigação da 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Maria Alice trabalhava no Unitpac e deixou dois filhos, um de seis meses e outro de nove anos.
VÍDEO
Na denúncia, o promotor Daniel Almeida sustenta que o crime foi cometido com duas qualficadoras -- recurso que dificultou a defesa da vítima e com perigo comum, em uma rodovia federal movimentada, expondo outros usuários da via a risco iminente.
Por isso, o MPTO requer que Vitor Gomes responda por homicídio qualificado por perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima (art. 121, §2º, incisos III e IV, c/c art. 18, inciso I, do Código Penal), além de infração ao art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro, por dirigir sob influência de álcool. O caso será julgado pelo Tribunal do Júri.
Pedido de indenização
A denúncia também requer a fixação de indenização mínima aos familiares da vítima, no valor de R$ 100 mil, conforme previsto no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal.
Comoção social
O caso ganhou grande repercussão em Araguaína e gerou comoção na sociedade local, diante da brutalidade da colisão e da morte precoce da jovem Maria Alice. O Ministério Público requereu, ainda, que seja mantida a prisão preventiva do acusado e que os familiares da vítima sejam notificados para acompanharem todos os atos processuais, conforme previsto na legislação.
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