Policiais civis de Filadélfia localizaram o carro da vítima e identificaram três suspeitos.
Notícias do Tocantins - Uma mulher de 28 anos foi condenada a 17 anos e seis meses de prisão pelo latrocínio do auditor fiscal Lindomar Modesto de Souza, desaparecido em julho de 2023 e posteriormente encontrado enterrado e concretado no quintal da própria casa, em Aparecida de Goiânia (GO).
A investigação contou com a participação decisiva da Polícia Civil do Tocantins, que localizou o veículo da vítima e ajudou a identificar os envolvidos.
A sentença foi proferida na última quinta-feira (13/8). A condenada já estava presa e permanecerá à disposição da Justiça. Outro investigado pelo crime continua foragido.
Carro abandonado levou polícia até os suspeitos
A participação dos policiais tocantinenses começou em 11 de julho de 2023, seis dias após o desaparecimento do auditor. Uma equipe da 34ª Delegacia de Polícia de Filadélfia encontrou o Jeep Renegade de Lindomar abandonado em uma rua de Carolina (MA), cidade separada de Filadélfia pelo Rio Tocantins.
A partir da localização do veículo, os investigadores buscaram imagens do sistema de monitoramento da travessia de balsas entre os dois estados. As gravações mostraram uma mulher e dois homens utilizando o automóvel da vítima.
Durante as diligências, os policiais confirmaram que o Jeep pertencia a Lindomar, desaparecido desde 5 de julho de 2023. A família havia comunicado o caso à Polícia Civil de Goiás no dia seguinte.
Os elementos reunidos em Filadélfia foram encaminhados aos investigadores goianos. Entre as informações compartilhadas estava a suspeita de que Lindomar tivesse sido morto dentro da própria residência.
Corpo estava concretado no quintal
Com o avanço das investigações, policiais civis de Goiás localizaram o corpo do auditor enterrado no quintal da casa onde ele morava. O cadáver estava a aproximadamente 1,5 metro de profundidade e havia sido coberto com concreto numa tentativa de ocultar o crime.
Enquanto a equipe goiana investigava a residência, os policiais de Filadélfia continuaram rastreando as três pessoas flagradas com o veículo. As informações obtidas ajudaram a localizar a mulher posteriormente condenada, presa em São Luís (MA).
O trabalho conjunto permitiu reconstruir o percurso feito com o carro após o crime, localizar o corpo da vítima e identificar os suspeitos. As provas reunidas no Tocantins foram compartilhadas com a Polícia Civil de Goiás e utilizadas no processo criminal.
A família de Lindomar agradeceu o trabalho dos investigadores da 34ª Delegacia de Filadélfia e destacou que as diligências realizadas no Tocantins foram fundamentais para esclarecer o desaparecimento e alcançar os envolvidos.
Apesar da condenação da mulher, o caso ainda não está totalmente encerrado. Um dos investigados permanece foragido e continua sendo procurado pelas forças de segurança.