Araguatins

Mulher que mantinha relação com aposentado e comparsa são indiciados por latrocínio

Aposentado foi encontrado morto dentro da própria residência, em Araguatins.

Por Redação 528
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25/02/2026 08h55 - Atualizado há 5 meses
Casal foi indiciado por latrocínio

Notícias do Tocantins – A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre a morte do aposentado Deusino Cardoso da Silva, de 68 anos, e indiciou um casal por latrocínio — roubo seguido de morte. O crime, ocorrido em 13 de janeiro de 2026, no Setor Nova Araguatins, em Araguatins, causou forte comoção na cidade.

O inquérito foi finalizado nesta terça-feira (24/02) pela 11ª Delegacia de Polícia. Foram indiciados uma mulher de 27 anos, de iniciais N.D.A.C.M., e um homem de 34 anos, identificado pelas iniciais F.S.R.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gilmar Silva de Oliveira, o aposentado foi encontrado morto dentro da própria residência, com lesão na coluna e ferimentos provocados por arma branca. Laudos periciais confirmaram morte violenta e apontaram sinais de escalada no muro e arrombamento de janela, indicando a forma de entrada e fuga.

As diligências incluíram perícia no local, laudo necropapiloscópico para confirmação da identidade, confronto de vestígios, oitivas de investigados e testemunhas, além da identificação da bicicleta utilizada na ação e da posse da arma branca na noite do crime.

As investigações apontaram que a mulher mantinha relacionamento eventual com o aposentado, o que teria facilitado o acesso a informações sobre a rotina e a vulnerabilidade da vítima. Há indícios de que ela indicou a residência ao comparsa para viabilizar o roubo.

De acordo com a Polícia Civil, a investigada já possuía histórico de crimes patrimoniais, especialmente contra homens idosos, utilizando aproximação pessoal como estratégia para subtração de bens. Também foi identificado que o casal atuava em conjunto desde que se conheceu em Imperatriz (MA), com registros de associação para furtos e roubos.

Com a conclusão do inquérito, a autoridade policial representou pela conversão das prisões temporárias em preventivas, para garantia da ordem pública e da instrução criminal. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

O delegado destacou a importância da elucidação do caso diante do impacto social provocado. “Com as prisões dos dois suspeitos, a Polícia Civil dá uma resposta à sociedade araguatinense diante de um crime extremamente grave, em que a vítima, além de ter seus bens subtraídos, foi morta por alguém em quem depositava confiança”, afirmou.

A Polícia Civil reforçou o compromisso com a investigação de crimes graves e a responsabilização dos autores, com atuação técnica e dentro da legalidade.

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