Maio Laranja

Operação nacional contra abuso infantil é deflagrada no Tocantins com ações durante todo o mês

Operação mobiliza força-tarefa contra abuso infantil durante o Maio Laranja.

Por Redação
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05/05/2026 10h35 - Atualizado há 1 semana
Forças de segurança e instituições ampliam atuação conjunta em defesa da infância

Notícias do Tocantins - Uma ofensiva nacional para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes já está em andamento no Tocantins. A Operação Caminhos Seguros 2026 foi iniciada nesta segunda-feira (4), integrando as ações do Maio Laranja — mobilização que intensifica, em todo o país, o enfrentamento a crimes de exploração sexual, abuso e outras violações de direitos.

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a operação se estende ao longo de todo o mês de maio, tendo como marco o dia 18 — data nacional de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Atuação integrada e monitoramento

No Tocantins, a articulação é conduzida pela Secretaria da Segurança Pública, com apoio do Centro Integrado de Comando e Controle do Estado (CICCE), responsável por centralizar informações, monitorar as ações em tempo real e integrar as forças envolvidas. O modelo segue uma lógica baseada em evidências, com cruzamento de dados e planejamento orientado por inteligência.

Eixos da operação

A estratégia está estruturada em quatro frentes principais: prevenção, com ações educativas e de conscientização; repressão qualificada, com cumprimento de mandados e resposta a ocorrências; dissuasão, por meio do reforço da presença institucional em áreas sensíveis; e monitoramento contínuo, garantindo ajustes ao longo da operação.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Luciano Cruz, o foco é ampliar a proteção integral. “Nosso compromisso é garantir a proteção de crianças e adolescentes, com atuação integrada das forças de segurança e dos órgãos parceiros, unindo prevenção e repressão em todo o Estado”, afirmou.

Áreas prioritárias

O planejamento considera características territoriais e logísticas que ampliam a vulnerabilidade, como rodovias de integração regional, áreas de intenso fluxo de pessoas, polos turísticos e regiões urbanas mais densas. Esses pontos são tratados como prioritários para fiscalização e ações operacionais.

Coordenador da operação no Estado, Anderson Casé destacou o papel da inteligência. “É um trabalho integrado, orientado por dados, que permite direcionar melhor os esforços e fortalecer a capacidade de resposta no enfrentamento às violações de direitos”, explicou.

Força-tarefa

A operação mobiliza uma ampla rede institucional. Participam a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos Tutelares, além de órgãos da assistência social e entidades de defesa dos direitos humanos.

Prevenção e conscientização

Além da repressão, a iniciativa aposta na informação como ferramenta de prevenção. Durante o mês, serão intensificadas campanhas educativas, ações em escolas e atividades de conscientização para orientar crianças, adolescentes e famílias sobre sinais de abuso e formas de denúncia.

Como denunciar

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais Disque 100 e 190, principais meios de acionamento das forças de segurança e da rede de proteção. A participação da população é essencial para identificar, interromper e responsabilizar autores de crimes.

Ao reforçar a integração entre segurança pública, sistema de justiça e rede de proteção social, a operação busca não apenas reprimir crimes, mas também ampliar a capacidade do Estado de prevenir violações e proteger crianças e adolescentes em todo o Tocantins.

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