Ivano Vaz cumpria pena em regime semiaberto e usava tornozeleira eletrônica.
Notícias de Araguaína - O homem encontrado morto ao lado da enteada em uma casa incendiada em Araguaína (TO) já havia sido condenado pela Justiça por um crime com características semelhantes ocorrido em 2009. Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, cumpria pena por estuprar, matar e atear fogo no corpo de outra enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos.
Na última quarta-feira (3/6), Ivano e Laiane Cardoso Noleto, também de 19 anos, foram encontrados carbonizados em uma residência no setor Lago Azul. Os corpos estavam parcialmente despidos e, segundo a Polícia Civil, um galão com vestígios de gasolina foi apreendido no local. O caso está sendo investigado.
Crime de 2009
Conforme decisão judicial, Layla Athyla foi morta por asfixia após sofrer violência sexual. Após o assassinato, Ivano incendiou o corpo da jovem e a residência onde o crime ocorreu, na tentativa de ocultar vestígios.
A Justiça considerou comprovadas a autoria e a materialidade dos crimes, registrando inclusive a confissão do acusado em relação ao homicídio e ao incêndio. Ele foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Tocantins em 2011.
Além da pena, Ivano foi condenado ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais à família da vítima, além de indenização pelos prejuízos causados pelo incêndio.
Regime semiaberto e monitoramento eletrônico
Com o passar dos anos, Ivano obteve redução da pena por meio do trabalho realizado dentro do sistema prisional. Posteriormente, passou ao regime semiaberto e utilizava tornozeleira eletrônica.
Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico era realizado por determinação judicial. Segundo a pasta, Ivano tinha autorização para trabalho externo no setor de vendas, podendo se deslocar por todo o estado, desde que cumprisse as condições estabelecidas pela Justiça, incluindo o recolhimento domiciliar no período noturno.
A secretaria destacou ainda que todas as ocorrências e eventuais violações registradas pelo sistema de monitoramento foram comunicadas imediatamente ao Poder Judiciário, responsável por decidir sobre punições, perda de benefícios ou eventual retorno ao regime fechado.
Investigação
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) informou que será instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do incêndio que provocou as mortes de Ivano Vaz Cunha e Laiane Cardoso Noleto.
Segundo a SSP, a investigação ainda está em fase inicial e, até o momento, não existem elementos técnicos suficientes para confirmar qualquer linha de apuração sobre o caso. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.