Sítio Novo do Tocantins

Pai é preso por abusar da própria filha e ameaçar filho para silenciar crime no Tocantins

Investigação teve início após denúncia do Conselho Tutelar.

Por Redação 526
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11/02/2026 15h40 - Atualizado há 3 semanas
Prisão ocorreu na residência do suspeito

Notícias do Tocantins - A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na tarde desta terça-feira (10), um homem de iniciais M.D.F.S., investigado por suspeita de violência sexual contra a própria filha e por ameaçar de morte o filho adolescente para impedir que o caso fosse denunciado. A prisão foi realizada pela 15ª Delegacia de Polícia Civil de Sítio Novo do Tocantins, no Bico do Papagaio.

O mandado foi cumprido na residência do suspeito. Segundo a polícia, ele apresentou resistência e precisou ser algemado. O inquérito foi instaurado após o Conselho Tutelar do município comunicar que o adolescente teria presenciado o pai constrangendo a irmã.

As duas vítimas estavam sob os cuidados do investigado, já que a mãe reside em outra localidade. Conforme as apurações, ao perceber que o filho havia testemunhado os fatos, o homem passou a intimidá-lo com ameaças de agressões e de morte, numa tentativa de silenciá-lo.

Com medo, o adolescente chegou a pedir ajuda à mãe para sair de casa. Durante as diligências, o Conselho Tutelar identificou ainda indícios de isolamento das vítimas, como mudanças frequentes de endereço e a ausência dos menores na escola, o que dificultava o acompanhamento pelos órgãos de proteção.

Relatos colhidos em escuta especializada apontam indícios de que as violências seriam recorrentes, evidenciando risco à integridade física e psicológica dos adolescentes. Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão cautelar, considerada necessária para garantir a segurança das vítimas, preservar provas e assegurar o andamento das investigações.

Após a prisão, o investigado foi levado à unidade policial, passou por exame de corpo de delito e permanece à disposição da Justiça.

O delegado Teofábio Alves Siqueira afirmou que a medida foi essencial para interromper o ciclo de violência. “Trata-se de um caso grave, cometido por quem deveria proteger os menores. O afastamento entre o suspeito e as vítimas é fundamental para a continuidade das investigações e para garantir a segurança dos adolescentes”, declarou.

A Polícia Civil destacou que a ação contou com apoio do Conselho Tutelar, do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e de professores do município. A instituição reforça que crimes contra crianças e adolescentes são tratados com prioridade absoluta e orienta que denúncias podem ser feitas diretamente às Delegacias de Polícia, ao Conselho Tutelar ou por meio do Disque 100.

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