Rio Grande do Sul

Polícia do Tocantins faz operação no RS contra quadrilha que pratica extorsão pela internet

Três pessoas foram presas; uma das vítimas mora em Palmas.

Por Redação
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06/07/2020 19h13 - Atualizado há 1 mês
Celulares, dinheiro e outros objetos apreendidos com a quadrilha

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou uma operação no estado do Rio Grande do Sul, na manhã desta segunda-feira (6), para desarticular uma associação criminosa especializada em praticar crime de extorsão pela internet e que pode ter feito vítimas em vários estados.

A operação denominada 'Perfil Oculto' cumpriu três mandados de prisão no município de Bento Gonçalves com o apoio da Polícia Civil gaúcha. As investigações são comandadas pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC – Palmas).

Entre os presos estão um homem de 37 anos, apontado como o chefe do esquema criminoso, e duas mulheres de 30 e 32 anos, suspeitas de dar suporte à prática dos crimes.  

De acordo com o delegado Claudemir Luiz Ferreira, da DRCC, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo apreendidos 12 aparelhos celulares, um tablet, uma balança de precisão, vários cartões de contas bancárias, além de R$ 2.500,00 reais em espécie.

Segundo o delegado, as investigações tiveram início no mês de abril quando um morador do Tocantins procurou a Divisão Especializada e informou que estava sofrendo extorsão por uma pessoa que ele havia conhecido por meio das redes sociais.

“Iniciamos as investigações e constatamos que os golpistas estavam exigindo a quantia de R$ 19 mil da vítima do Tocantins. Durante o trabalho de investigação, também foi apurado que a associação criminosa era comandada de dentro do presídio estadual de Bento Gonçalves, por um detento de 37 anos, o qual era auxiliado por mais duas mulheres que estavam em liberdade e também participam dos golpes”, disse o delegado.

No decorrer dos trabalhos investigativos, a polícia apurou que os suspeitos estavam utilizando perfis falsos no Facebook e faziam contato com as vítimas, em sua maioria do sexo masculino, e extraiam fotos íntimas de chamadas de vídeos. De posse dessas fotos, os suspeitos passavam a ameaçar as vítimas e exigiam um valor em dinheiro para que as fotos não fossem divulgadas na rede mundial de computadores.

Segundo o delegado Claudemir Luiz Ferreira, trata-se de uma investigação bem complexa que está em curso desde o mês de abril.

O número de apreensões ainda pode aumentar, pois há mandados de busca sendo cumpridos em uma unidade prisional do Rio Grande do Sul, onde o suposto líder da associação criminosa encontra-se preso.

A organização criminosa fez vítimas nos Estados de Tocantins, São Paulo, Paraná, Paraíba, Goiás e Rio Grande do Sul, sendo que em pelo menos um dos casos, a vítima efetivou o pagamento da quantia exigida pelos criminosos. Ainda segundo o delegado, ao final das investigações, os três suspeitos serão indiciados pelos crimes de extorsão e associação criminosa.

O delegado também faz um alerta a todos os cidadãos sobre os perigos da prática de envio de fotos ou vídeos por meio de redes sociais ou aplicativos de conversas.

“Fica um alerta a toda a população e, principalmente aos usuários das redes sociais e aplicativos, para que tenham muito cuidado ao compartilhar fotos e vídeos íntimos, pois não se sabe nas mãos de quem esses materiais podem cair e diante desse uso indevido, as pessoas podem ser vítimas de crimes de extorsão, como foi o caso de uma das vítimas que reside no Tocantins”, ponderou o delegado.

Operação foi realizada no Rio Grande do Sul

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