Em Palmas

Polícia investiga morte de menino de 3 anos após indícios de violência; pai é ouvido e liberado

Corpo apresentava indícios de violência, enquanto pai relata possível afogamento.

Por Redação | AF Notícias 662
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04/08/2026 09h34 - Atualizado há 1 semana
Advogado Igor Gustavo foi ouvido pela Polícia Civil após filho ser encontrado morto na sua casa.

Notícias de Palmas - A Polícia Civil do Tocantins instaurou um inquérito para investigar a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado sem vida na manhã desta segunda-feira (03/08), em uma residência na região norte de Palmas. O caso é tratado inicialmente como morte suspeita e está sob responsabilidade da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo o delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação, foram identificados indícios de violência no corpo da criança. A constatação motivou o acionamento da unidade especializada e a abertura do inquérito.

De acordo com o delegado, os exames periciais serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e verificar se as lesões decorreram de um acidente, de uma eventual agressão ou de outra circunstância. “O laudo cadavérico traz muitas informações importantes para definir se houve um acidente ou um homicídio”, afirmou.

O pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, é investigado no caso. Ele foi ouvido pela Polícia Civil e liberado após prestar esclarecimentos, permanecendo à disposição das autoridades. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a dinâmica da morte nem sobre eventual responsabilidade criminal.

Defesa relata possível afogamento

Em nota, a defesa informou que Igor estava com o filho na área de lazer da residência no domingo (2), quando teria percebido a criança em uma aparente situação de afogamento na piscina.

Conforme a versão apresentada pelos advogados, o pai retirou o menino da água e realizou os primeiros socorros. A criança teria voltado a reagir após expelir a água ingerida.

A defesa afirma que, diante da aparente recuperação, Igor deu banho no filho e o colocou para descansar. Na manhã seguinte, ao perceber que a criança não respondia e não apresentava sinais vitais, ele teria deixado a residência em estado de choque.

Ainda segundo a nota, o pai se apresentou posteriormente, de forma espontânea, à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves do imóvel para a realização da perícia.

A narrativa apresentada pela defesa ainda será confrontada com os depoimentos, os vestígios recolhidos no imóvel e os resultados dos exames periciais.

Laudos devem esclarecer causa da morte

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que familiares e testemunhas começaram a ser ouvidos ainda na noite de segunda-feira.

Equipes da Polícia Científica realizaram exames no local e no corpo da criança. As análises deverão apontar a causa da morte, estimar o horário do óbito e verificar a natureza das lesões identificadas.

Os laudos servirão de base para esclarecer se a morte ocorreu em decorrência de afogamento, agressão ou outra circunstância. A investigação permanece em andamento e, até a conclusão das diligências, nenhuma hipótese foi oficialmente confirmada.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Tocantins, informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão das investigações para o esclarecimento dos fatos.

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