Tocantins

Prefeito decreta situação de emergência por causa de queimadas e falta d'água

Por Agnaldo Araujo
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04/10/2017 15h20 - Atualizado há 1 mês
O período de estiagem de mais de 130 dias levou a prefeitura de Dianópolis a decretar situação de emergência na zona rural do município, na manhã desta quarta-feira (04). O decreto se estende por 60 dias e a prefeitura esclareceu que a medida é necessária por causa dos prejuízos que estão sendo causados aos produtores, principalmente com a morte de animais devido a falta d’água e de pastagens ocasionada pelas queimadas na região. O prefeito do município, Padre Gleibson Moreira (PSB), na companhia de sua vice-prefeita, Francisca Ribeiro, e do secretário de Obras, Transportes e Agricultura, Paulo Roberto Rosa, percorreu a zona rural do município nesta terça-feira (03). Moradores foram visitados e suas queixas sobre a situação foram ouvidas. Durante a visita, o prefeito percorreu os assentamentos, foi ao encontro dos moradores e acompanhou a dificuldade e a luta de quem vive no sertão e tem sofrido com a falta d'água. Num desses assentamentos, o Vitória III, famílias já perderam animais de seus rebanhos e os proprietários tentam recuperar outros que já caíram e não conseguem mais levantar sozinhos por falta de pastagem e água. A mesma situação acontece com os moradores da região do Varjão, onde em uma única propriedade, um morador já teve prejuízo de três cabeças de gado. "Morreu por falta d'água. E cada ano que passa estamos vendo a situação se agravar. A chuva sumiu e temos consciência de que muito disso é culpa da ganância do próprio homem", afirmou o produtor Adalton Rodrigues da Silva. Mesmo com a antecipação do abastecimento da região com caminhões pipas, o município tem enfrentado dificuldades para conseguir atender as demandas no sertão. “A situação é critica e os moradores estão sofrendo para ter água para consumo próprio, imagina para os animais. A nossa decisão em decretar situação de emergência vem atender as necessidades básicas desse povo que está sofrendo dia após dia sem água”, frisou o prefeito. De acordo com o meteorologista do Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos (NEMET) da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), José Luiz Carlos Cabral, a última chuva registrada em Dianópolis foi em 19 de maio deste ano. Ainda segundo o meteorologista, a situação é preocupante, pois o período chuvoso deve atrasar. “Estas chuvas que estão caindo no Tocantins, de forma isolada, ainda não podem ser consideradas como início do período chuvoso. Este período geralmente chega durante a segunda quinzena de outubro, porém as chuvas regulares podem atrasar esse ano”, avaliou.

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