Julgamento

Trio é condenado a mais de 18 anos por homicídio ligado a disputa entre facções em Guaraí

Crime ocorreu em maio de 2025, em frente a uma barbearia.

Por Redação
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02/10/2026 15h28 - Atualizado há 4 dias
Crime ocorreu em maio de 2025, em frente a uma barbearia.

Notícias do Tocantins - Três homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Guaraí pelo homicídio de Pedro Henrique Nunes de Sousa, morto a tiros em plena tarde, em frente a uma barbearia próxima à Faculdade Guaraí. O crime ocorreu em maio de 2025.

João Bricis Mota Rodrigues, Antonio dos Reis Ferreira e Francisco da Silva Junior receberam penas superiores a 18 anos de prisão e deverão iniciar o cumprimento em regime fechado.

Antonio e Francisco foram condenados a 18 anos e 9 meses de prisão. Para João Bricis, a pena foi fixada em 18 anos, 9 meses e 15 dias.

Os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No caso de João Bricis, o Conselho de Sentença também reconheceu a participação de menor importância no crime.

Vítima foi surpreendida na porta de barbearia

Pedro Henrique foi morto no dia 24 de maio de 2025, por volta das 15h50, na Avenida JK.

Segundo a acusação, ele estava sentado em uma cadeira na porta de uma barbearia quando João Bricis e Antonio dos Reis chegaram ao local em uma motocicleta.

João conduzia o veículo e Antonio estava na garupa. Ainda conforme a denúncia, Antonio desceu armado e efetuou três disparos contra Pedro Henrique, atingindo a região da cabeça.

O laudo pericial apontou que os tiros foram efetuados a curta distância. A vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.

A acusação foi sustentada no plenário pelo promotor de Justiça Adriano Zizza Romero.

MP apontou disputa entre facções

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Tocantins, o homicídio teria relação com uma disputa entre facções criminosas em Guaraí.

As investigações apontaram que Pedro Henrique seria integrante do Comando Vermelho, enquanto os acusados fariam parte do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A apuração também identificou ameaças divulgadas nas redes sociais entre integrantes dos grupos rivais, segundo o MP.

Ataque teria impedido qualquer reação

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que Pedro Henrique foi surpreendido enquanto permanecia sentado em frente ao estabelecimento, sem possibilidade de reação.

A tese de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima foi acolhida pelos jurados.

Além das condenações, a sentença manteve a prisão cautelar dos três réus e determinou a execução imediata das penas impostas pelo Tribunal do Júri.

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