Rio dos Bois (TO)

Após denúncia, MPTO dá 30 dias para Câmara de Vereadores controlar uso de carros oficiais

Recomendação visa coibir uso indevido de veículos oficiais do Poder Legislativo municipal

Por Redação
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22/04/2026 15h10 - Atualizado há 3 semanas
Câmara de Rio dos Bois

Notícias do Tocantins - O uso de veículos oficiais pela Câmara de Rio dos Bois entrou na mira do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que expediu recomendação para coibir possíveis irregularidades e reforçar a transparência na gestão do patrimônio público.

A medida foi adotada pela 1ª Promotoria de Justiça de Miranorte após o recebimento de uma denúncia anônima, feita por meio da Ouvidoria, relatando uso indevido da frota do Legislativo municipal.

No documento, o MPTO destaca que veículos oficiais são bens de uso especial e devem atender exclusivamente ao interesse público, sendo proibida a utilização para fins particulares ou político-partidários.

Prazo e exigências

A promotora de Justiça Priscilla Karla Stival Ferreira estabeleceu prazo de 30 dias para que a Câmara adote medidas administrativas e regulamente o uso da frota.

Entre as exigências, está a criação de norma proibindo o uso dos veículos para transporte doméstico, excursões, festas ou campanhas eleitorais. Também foi determinada a obrigatoriedade de identificação visual nos carros, com adesivação em ambos os lados.

Outro ponto é a implementação de controle rigoroso de uso, com registro de quilometragem inicial e final, horários de saída e chegada, além do monitoramento de abastecimento.

Publicidade e possível responsabilização

O regulamento deverá ser publicado no site oficial da Câmara e no Diário Oficial, garantindo acesso público às regras.

Segundo a promotora, o descumprimento pode gerar responsabilização. “O uso indevido de bens públicos pode configurar ato de improbidade administrativa, o que sujeita os responsáveis a penalidades severas, como a perda do cargo, a suspensão de direitos políticos e o dever de ressarcir os cofres públicos”, alertou.

A Câmara deverá informar à Promotoria o cumprimento das medidas. Caso contrário, o Ministério Público poderá adotar providências judiciais.

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