Chuva!

Araguaína vive o fevereiro mais chuvoso desta década; temporal despeja 50 mm em minutos

Prefeitura de Araguaína tem investido na construção de bacias de detenção.

Por Marcelo Martin
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26/02/2026 11h50 - Atualizado há 2 semanas
Prefeitura continua realizando obras para reduzir o impacto climático

Notícias de Araguaína – A forte chuva registrada em Araguaína na manhã de quarta-feira (25) despejou 50 milímetros em menos de meia hora, segundo o pluviômetro da Defesa Civil do município. Na prática, considerando que cada milímetro corresponde a um litro de água por metro quadrado, o volume equivale a cerca de 50 litros sobre cada metro quadrado em poucos minutos — intensidade suficiente para provocar alagamentos em diversos pontos da cidade.

Com as precipitações acumuladas desde o início do mês, o município atingiu o maior volume para fevereiro nesta década. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o pluviômetro instalado no setor Jardim Pedra Alta registrou 481 milímetros entre 1º e 25 de fevereiro de 2026.

O índice supera com folga a média histórica para o período desde 2020, que é de 333 milímetros. Nos anos anteriores, fevereiro registrou: 356 mm (2025), 310 mm (2024), 304 mm (2023), 165 mm (2022), 391 mm (2021) e 383 mm (2020).

Combate às enchentes

Diante do cenário, a Prefeitura de Araguaína tem investido na construção de bacias de detenção para reduzir o impacto das enxurradas. As estruturas funcionam como reservatórios temporários, captando o excesso de água e controlando a vazão para os córregos, diminuindo o risco de transbordamentos.

A bacia do Córrego Canindé, próxima ao Parque Cimba, está em operação. Já a bacia da Neblina está em fase final de conclusão, mas já contribui para reter parte da água que atinge regiões como Avenida Castelo Branco, Vila Norte, Vila Couto Magalhães e Maracanã. Outra estrutura está em construção na região norte da cidade e deve ser concluída antes do próximo período chuvoso.

Segundo o secretário municipal da Infraestrutura, Frederico Prado, o sistema de drenagem tem funcionado, embora o volume excepcional de chuva tenha provocado alagamentos pontuais. Ele destacou que, após a redução da intensidade da precipitação, a água escoou gradualmente.

Desafio geográfico

Além do alto volume de chuva, a configuração geográfica da cidade agrava o problema. A região mais baixa, próxima à foz do Córrego Neblina, concentra grande parte da água que desce da zona norte. O córrego nasce na Vila Norte e recebe contribuições de bairros como Maracanã, formando uma bacia hidrográfica que se estende até o centro da cidade.

O acúmulo se intensifica no encontro com outros afluentes, especialmente os ainda não canalizados, como Água Fria e Tanque, que atravessam áreas como os setores Rodoviário e Urbanístico.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, a ampliação da canalização no trecho urbano é uma das medidas previstas para este ano. A estratégia é acelerar o escoamento até a foz, no Lago Azul, no Rio Lontra, reduzindo o risco de novos alagamentos em períodos de chuva intensa.​

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