Palmas é a capital com o melhor índice de saneamento básico da Região Norte.
Notícias do Tocantins – Cerca de 15,6 bilhões de litros de esgoto deixaram de ser despejados sem tratamento em rios, córregos e lagos de Palmas e Araguaína ao longo de 2025. O volume, equivalente a milhares de piscinas olímpicas, é resultado da ampliação e da operação contínua dos sistemas de coleta e tratamento mantidos pela BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de saneamento no Tocantins.
Na capital, três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) — Norte, Aureny e Santa Fé — foram responsáveis por tratar mais de 12,8 bilhões de litros de esgoto somente neste ano. Atualmente, o sistema de esgotamento sanitário atende mais de 80% da população urbana de Palmas, com 100% do volume coletado passando por tratamento adequado antes de retornar ao meio ambiente.
Os investimentos em abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto consolidaram Palmas como a capital com o melhor índice de saneamento básico da Região Norte, de acordo com o Instituto Trata Brasil, responsável pelo Ranking do Saneamento 2025. O levantamento, baseado em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2023), aponta avanços estruturais e operacionais no município.
Em Araguaína, as Estações de Tratamento de Esgoto Lontra e Vila Azul trataram mais de 2,8 bilhões de litros de esgoto em 2025, desempenhando papel estratégico na preservação dos recursos hídricos e na melhoria das condições sanitárias da cidade. A ETE Lontra se destaca por ser a primeira das regiões Norte e Nordeste a utilizar a tecnologia Nereda, com capacidade para atender cerca de 200 mil habitantes e tratar 395 litros de esgoto por segundo.
Segundo o diretor de Operações da BRK, Bruno Gravatá, os resultados refletem investimentos contínuos e operação eficiente. “O avanço nos serviços de esgotamento sanitário é uma conquista dos municípios de Palmas e Araguaína. Estamos empenhados em ampliar a cobertura e levar o saneamento para além do básico, promovendo qualidade de vida e preservação ambiental”, afirmou.
Os números reforçam o impacto direto do saneamento na proteção dos mananciais, na redução de riscos à saúde pública e na sustentabilidade urbana, ao impedir que bilhões de litros de esgoto sejam lançados sem tratamento na natureza.