Biomas tocantinenses são tema de livro que será lançado na Capital

Por Redação AF
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10/10/2012 11h06 - Atualizado há 1 ano
Após uma breve visita a Palmas, para um encontro entre o autor do livro, Zé Paiva, a curadora Roseli Nakagawa e a equipe de produção das secretarias do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades) e Cultura (Secult), nesta quarta-feira, 10, foi confirmado o lançamento do livro Expedição Natureza do Tocantins, que reúne imagens e informações das belezas de paisagens, da fauna, da flora, de pessoas, das unidades de conservação federais e estaduais tocantinenses e de seu entorno, percorrendo o corredor ecológico Araguaia-Bananal. O evento acontece no próximo dia 25 de outubro, na Capital, durante uma exposição fotográfica do autor que será instalada no Palácio Araguaia e terá início às 19h30.O autor e fotógrafo Zé Paiva, comentou a intenção de sua obra. “Muitas pessoas vão olhar esse trabalho e vão dizer que foi elaborado sob o ponto de vista documental, outros vão achar que foi com o olhar poético e o meu trabalho tem essa característica, de tentar juntar arte e ciência”, avaliou Paiva que relacionou sua análise ao conceito do projeto. “Esse é o conceito do projeto, juntar arte e ciência. E nesse livro, ao mesmo tempo em que temos o prefácio extremamente poético de Bené Fonteles, temos textos da doutora em Gestão Ambiental Adriana Dias, que traz um viés mais técnico e científico, numa linguagem acessível, bem gostosa de ler, que fala dos ecossistemas, de tipologias da paisagem e do cerrado. E é isso, eu tento aglutinar esses olhares”, resumiu o autor. Para a curadora Roseli Nakagawa quando o material está pronto, editado, como é o caso da obra Expedição Natureza do Tocantins, em fase de impressão, é necessário o envolvimento do curador para avaliar o espaço e detalhes da produção, onde será realizado o lançamento. “Nessa visita viemos estudar os espaços onde serão feitos o lançamento do livro e a exposição, pois cada um requer diferentes cuidados. O livro, por exemplo, requer o envolvimento do público, pois a intenção do Zé Paiva é devolver para a comunidade, um pouco da maravilha que foi conseguir fazer essa expedição. Conhecendo o público a gente pode desenhar a exposição de uma forma mais adequada, porque não adianta você trazer uma exposição que não conversa com a comunidade, com a cidade, com esse público, que afinal é para quem o livro está sendo feito”, concluiu Nakagawa. Belezas naturais definiram escolha do Tocantins para obra literária Com a variedade de belezas naturais existentes por toda a extensão brasileira, Zé Paiva contou que escolheu o Tocantins, após já ter realizado algumas expedições. No ano de 2004, quando conheceu a gestora ambiental Adriana Dias, que na época iria fazer um trabalho de consultoria para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), Paiva aceitou o convite para conhecer o Tocantins. “Foi então que me apaixonei pelo Jalapão, Cantão, Ilha do Bananal, Lagoa da Confusão e tantos outros lugares desse percurso e logo retribuí o convite propondo desenvolvermos um projeto, uma vez que esse era um Estado novo, com muita coisa ainda por se fazer”, declarou o autor. Paiva concorda que na sequência lógica, após ter feito a expedição no Rio Grande do Sul e Santa Catarina seria a vez do Paraná (Região Sul), mas esclarece que aquele estado já é tema de uma variedade de livros e por isso buscou a mudança. “Já tinha feito o bioma mata atlântica e o bioma pampa. Aqui eu peguei o bioma cerrado e um temperinho do bioma amazônico”, conclui com entusiasmo o fotógrafo. Perspectiva após o lançamento Zé Paiva tem a pretensão de levar posteriormente sua obra para o interior do Estado, mas explica que essa iniciativa fará parte de outro projeto, voltado para as escolas, em que levará meio ambiente, cultura, vinculando arte e educação, com a distribuição de livros. Segundo Paiva a intenção será visitar de um a três municípios vizinhos às unidades de conservação visitadas, como do Parque do Jalapão, Parque do Cantão, Monumento das Árvores Fossilizadas, o Parque da Cangalha que ainda está em processo de criação, as unidades federais do Parque do Araguaia, a Estação Ecológica da Serra Geral e de uso sustentável que é a Reserva Extrativista do Extremo Norte, inserida por causa das quebradeiras do coco babaçu, que tem um aspecto cultural importante. (Ascom - Semades)
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