Macacos não transmitem a doença para humanos. A transmissão ocorre por picada de mosquitos.
Notícias do Tocantins - Um caso de febre amarela em macaco foi confirmado em Porto Nacional e colocou as autoridades de saúde em alerta para a possível circulação do vírus na região rural do município. O animal, um bugio encontrado morto na região do Moraes, próximo à divisa com Santo Antônio, teve diagnóstico positivo após análise laboratorial realizada pelo laboratório de referência.
A notificação sobre a morte do primata foi recebida pela Vigilância em Saúde no dia 28 de abril. Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe técnica se deslocou até o local para recolher o animal e encaminhar material biológico para investigação.
O resultado, divulgado no último dia 15 de maio, confirmou a infecção pelo vírus da febre amarela, acendendo o alerta epidemiológico e mobilizando ações emergenciais de prevenção no município.
Com a confirmação, equipes de saúde passaram a intensificar a vacinação e a busca ativa de moradores não imunizados em um raio de 11 quilômetros da área onde o macaco foi encontrado, conforme protocolos do Ministério da Saúde.
As ações incluem visitas domiciliares, monitoramento de possíveis casos suspeitos e reforço da vacinação nas comunidades rurais próximas à região investigada. A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a febre amarela é a principal forma de prevenção, está disponível gratuitamente e é considerada segura.
A orientação é para que a população procure as unidades de saúde para verificar a situação vacinal e atualizar a imunização, caso necessário.
Macacos não transmitem febre amarela
A Vigilância em Saúde também reforçou que os macacos não transmitem a doença para humanos. Assim como as pessoas, os primatas são vítimas da febre amarela e desempenham papel importante no monitoramento da circulação do vírus.
A transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes.
Segundo os órgãos de saúde, os macacos funcionam como sentinelas naturais, ajudando as equipes epidemiológicas a detectar precocemente a presença do vírus em determinada região.
Por isso, a recomendação é para que a população não agrida nem mate macacos. Caso algum animal seja encontrado doente ou morto, a orientação é comunicar imediatamente a Vigilância em Saúde para que as providências sejam adotadas.
As autoridades sanitárias alertam que a colaboração da população é fundamental para fortalecer as ações de vigilância e evitar a propagação da febre amarela em Porto Nacional.