Colinas do Tocantins

Grupo de 6 vereadores denuncia prefeito após colapso na saúde e carreata pró-Bolsonaro

A cidade voltou a proibir eventos após aumento de casos de covid-19.

Por Redação 1.980
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07/05/2021 09h55 - Atualizado há 1 mês
6 vereadores assinam a representação contra o prefeito

Um grupo de vereadores de Colinas do Tocantins protocolou uma representação no Ministério Público (MPTO), nesta quinta-feira (6), contra a gestão do prefeito Josemar Carlos Casarin (PSL) por susposta omissão no combate efetivo à pandemia do novo coronavírus. 

A medida foi tomada após a cidade já registrar quase 100 mortes pela covid-19, além de 31 pessoas hospitalizadas e 217 casos ativos. 

Na representação, os parlamentares denunciam a prefeitura e por não realizar ações de fiscalização das medidas sanitárias. Os vereadores ainda acusam o prefeito de ter promovido aglomeração juntamente com parte do secretariado durante sua participação em carreata no último sábado em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

No dia 16 de abril, o prefeito liberou o consumo de bebidas alcoólicas no comércio, realização de eventos e atividades com a presença de público, tais como eventos desportivos e científicos, festas particulares, reuniões familiares e de trabalho, leilões, passeatas e afins. Contudo, ele voltou a proibir a realização dessas atividades após a denúncia no Ministério Público.

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"A flexibilização sem fiscalização pelo Poder Executivo tem contribuído com a proliferação do vírus. Uma demonstração de que o Poder Executivo não tem se preocupado com a população é a carreata ocorrida no último sábado, onde o próprio prefeito e seus secretários participaram. A falta de medicamentos, para a prevenção, somada à pouca estrutura do Hospital Municipal, tem ocasionado sobrecarga na equipe de saúde. Faltam equipamentos de saúde, faltam medicamentos. Está um verdadeiro colapso", afirma o documento encaminhado ao Ministério Público.

Os vereadores afirmaram que os números da covid-19 são alarmantes. "O Poder Executivo ao invés de intensificar as ações de combate e prevenção, tem andado na contramão, permitindo aglomerações, demonstrando total ausência de trabalho do gestor”.

O documento foi subscrito por 6 vereadores: Leandro Coutinho, Augusto Agra, Romerito Guimarães, Deuline Farias, Marcão e Antônio Pedrosa.

Representação protocolada no MPTO pelos vereadores

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