Bate-boca

Juiz membro do TRE-TO renuncia cargo após discussão com presidente durante julgamento de prefeito

Por Redação AF
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04/07/2018 14h30 - Atualizado há 1 mês
O juiz Agenor Alexandre da Silva, membro do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), se desentendeu com o presidente da Corte, desembargador Marco Villas Boas, durante a sessão do pleno nessa terça-feira (3/7). Com a discussão, o juiz abandonou o julgamento e renunciou o cargo na Justiça Eleitoral. O tribunal julgava a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o prefeito de Lajeado, Tércio Neto. O juiz Agenor Alexandre, relator do caso, estava fazendo a leitura do seu voto quando foi interrompido pelo presidente. Villas Boas pediu que Agenor fosse 'prático', pulasse a leitura de doutrina para acelerar o julgamento, citando o Regimento Interno como fundamento. O juiz retrucou e disse que sua fala como julgador estava sendo "cassada". Villas Boas negou que estivesse cassando a fala do juiz, mas o criticou: "aqui não é local para ficar dando lição doutrinária". A discussão segue, ainda mais intensa: Agenor Alexandre: "Então eu me retiro. Eu suspendo o julgamento, porque não estou tendo o direito de julgar. Vossa Excelência tem essa mania de cortar as pessoas para não julgar...". Villas Boas: "Vossa Excelência se coloque no seu lugar como juiz da corte". Agenor Alexandre: "Eu me coloco sim e Vossa Excelência me respeita. Vossa Excelência não respeita os juízes que estão aqui. Eu não estou mais em condições de julgamento e requeiro cópia disso aqui para encaminhar ao corregedor do Tribunal Superior Eleitoral. Fui cassado no meu direito de julgar". Villas Boas: "Cassado, não. Vossa Excelência tem a palavra e pode concluir o julgamento". Agenor Alexandre: "Não tenho mais condições psicológicas, senhor presidente. Desculpe, senhores advogados, senhores presentes. É assim que funciona o tribunal aqui". Villas Boas: "Ah, essa agora!..." Agenor Alexandre: "Eu renuncio aqui à Justiça Eleitoral", finalizou. Em seguida, o juiz Agenor Alexandre saiu do plenário e o presidente passou ao julgamento seguinte que estava na pauta, em clima tenso. Mesmo com a discussão acalorada na presença de outros juízes e desembargadores, membro do Ministério Público Eleitoral, advogados e servidores, ninguém teve coragem de intervir para contornar a situação. VÍDEO [af_youtube url="https://www.youtube.com/watch?v=60Hl2Cjr3Go"]Vídeo não carregou[/af_youtube]

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