Ação do MPTO

Justiça cobra plano para retirada de cabos soltos e irregulares de postes em Gurupi

Ação envolve prefeitura, Energisa e empresas de telecomunicações

Por Redação
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07/08/2026 15h23 - Atualizado há 1 mês
Fiação caindo do poste em rua de Gurupi.

Notícias de Gurupi - Atendendo a pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), a 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Gurupi determinou que a Energisa Tocantins, empresas de telecomunicações e a gestão municipal apresentem planos de ação para regularizar a fiação nos postes da cidade.

A decisão liminar estabeleceu prazo de 30 dias para o envio das propostas e fixou multa diária de R$ 10 mil para cada réu em caso de descumprimento.

As empresas de telecomunicações que utilizam a estrutura dos postes deverão apresentar plano detalhado com cronograma para identificação de todos os cabos, por meio de plaquetas com razão social e CNPJ, além de cronograma para retirada de fiações e equipamentos em desuso e mapeamento georreferenciado das redes instaladas.

Já a Energisa deverá formalizar um plano técnico de regularização, contemplando cronograma para vistoria integral dos postes no perímetro urbano de Gurupi, alinhamento dos cabos fora dos padrões, remoção de ocupações clandestinas e definição de instrumentos para acompanhamento e fiscalização permanente das redes.

Em relação à administração municipal, a determinação exige que a Prefeitura, por meio da Agência Gurupiense de Regulação e Fiscalização (AGRF), apresente plano para fiscalização contínua das estruturas de telecomunicações, detalhando as medidas administrativas para cumprimento da Lei Municipal nº 2.840/2026.

Cronograma de execução e penalidades

Após a entrega e aprovação dos planos no prazo determinado, os réus deverão iniciar imediatamente as adequações em campo e enviar relatórios trimestrais de cumprimento das metas ao Poder Judiciário.

O descumprimento das ordens sujeitará os envolvidos ao pagamento de multa diária de R$ 10 mil, com limite inicial fixado em R$ 300 mil por requerido.

Riscos à segurança e degradação urbana

A atuação judicial ocorreu após a instauração de Inquérito Civil Público para apurar falhas no compartilhamento da infraestrutura de postes.

Na ação, a 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi aponta que auditoria técnica registrou uma situação generalizada de cabos soltos, caídos, emaranhados e sem identificação, o que representa risco concreto à segurança da população, além de provocar poluição visual e degradação urbanística.

A ação também apontou omissão na fiscalização por parte da concessionária de energia e do município, somada ao descumprimento de normas técnicas pelas empresas operadoras.

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