Educação

Mudança na direção de escola quilombola gera críticas e questionamentos em Muricilândia

Nova gestora não é quilombola e nem servidora efetiva da rede estadual de Educação.

Por Conteúdo AF Notícias 677
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04/05/2026 19h10 - Atualizado há 1 semana
Escola Estadual Quilombola em Muricilândia, no norte do Tocantins

Notícias do Tocantins - A mudança repentina na direção da Escola Estadual Quilombola de Muricilândia, no norte do Tocantins, provocou forte reação e mobilização da comunidade local, que passou a questionar a decisão e a cobrar explicações sobre os motivos que levaram à troca na gestão da unidade escolar.

A alteração foi oficializada no Diário Oficial do Estado nº 7.049, publicado em 29 de abril de 2026, quando o professor efetivo Manuel Filho Borges foi dispensado da função comissionada de diretor e, na sequência, uma nova gestora, sem vínculo com a comunidade quilombola, foi nomeada para assumir a unidade.

A dispensa e a nomeação, realizadas sem aviso prévio à comunidade, ampliaram o clima de insatisfação entre moradores e lideranças locais, que afirmam não ter havido qualquer diálogo sobre a mudança na direção da escola, considerada estratégica para a formação educacional e para a preservação da identidade quilombola na região.

Manuel Filho Borges é professor efetivo da rede estadual e também presidente da Associação Quilombola Dona Juscelina, entidade representativa da comunidade local. Moradores destacam que sua atuação à frente da escola era alinhada às demandas do território e marcada por forte vínculo comunitário.

A nomeação da nova gestora também passou a ser alvo de questionamentos por não ser quilombola e por não integrar o quadro efetivo da rede estadual de ensino. O principal ponto levantado pela comunidade é a ausência de participação no processo decisório e os possíveis impactos na continuidade dos projetos pedagógicos desenvolvidos na unidade.

Diante da repercussão, moradores e lideranças locais estão se mobilizando para procurar a Superintendência Regional de Educação de Araguaína, com o objetivo de solicitar esclarecimentos formais sobre os critérios adotados na decisão e discutir seus desdobramentos na gestão escolar.

O caso reacende o debate sobre a participação das comunidades quilombolas na gestão de escolas situadas em seus territórios e sobre os critérios utilizados pelo poder público em mudanças administrativas que afetam diretamente instituições de ensino com identidade comunitária.

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