Penas somadas podem ultrapassar 17 anos de reclusão.
Notícias de Araguaína - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (06) a Operação Palavra-Chave, que atinge um esquema de supostos crimes eleitorais envolvendo um vereador reeleito em 2024 em Araguaína. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de compra de votos, possível caixa dois e coação a servidores públicos durante o último pleito municipal.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na cidade de Araguaína (TO), inclusive na casa do próprio vereador, todos expedidos pelo Juízo da 34ª Zona Eleitoral. As diligências fazem parte de um conjunto de medidas para aprofundar a apuração sobre a estrutura de atuação do grupo investigado.
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Segundo a Polícia Federal, os levantamentos indicam que apoiadores do candidato teriam sido mobilizados para atuar em atividades de militância eleitoral, com possível pagamento de serviços não declarados na prestação de contas da campanha, o que pode caracterizar a prática de “caixa dois”.
Um dos pontos mais sensíveis da investigação envolve o suposto mecanismo utilizado para viabilizar a compra de votos. De acordo com os elementos apurados, o grupo teria utilizado a expressão “palavra-chave” como um código que deveria ser informado pelo eleitor após a votação, funcionando como uma espécie de senha para a liberação do pagamento prometido.
As investigações também apontam indícios de coação a servidores públicos municipais. Funcionários teriam sido pressionados a declarar voto no candidato sob ameaça de exoneração ou perda de cargo.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, coação e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 17 anos de reclusão.
O nome da operação, Palavra-Chave, faz referência justamente a esse suposto mecanismo investigado, utilizado como forma de confirmação do voto e controle do pagamento dentro do esquema de compra de apoio eleitoral.