Crixás do Tocantins

Unidade de saúde em situação precária há anos motiva ação judicial do Ministério Público

Falhas estruturais, sanitárias e ausência de diretor técnico na UBS.

Por Redação
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02/03/2026 10h48 - Atualizado há 1 semana
Cidade de Crixás do Tocantins, no sul do Estado

Notícias do Tocantins - Falhas estruturais, sanitárias e administrativas identificadas por órgãos de fiscalização na Unidade Básica de Saúde da Família (UBS) de Crixás do Tocantins levaram o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a ajuizar uma Ação Civil Pública (ACP), com pedido de tutela de urgência, para obrigar o município a regularizar as condições de funcionamento da unidade.

No documento, a 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi aponta a ausência de diretor técnico formalizado, falhas no funcionamento do Centro de Material Esterilizado (CME), sala de observação improvisada na recepção, falta de pia e de insumos básicos para higienização das mãos, inexistência de banheiro adaptado para pessoas com deficiência e problemas estruturais, como infiltrações e mofo, entre outras irregularidades.

A iniciativa é resultado de Inquérito Civil instaurado após fiscalização técnica realizada em 2022. Desde então, o Ministério Público acompanhou o caso, requisitou informações, expediu recomendação administrativa e buscou solução extrajudicial antes de recorrer ao Judiciário.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Lima, a medida foi adotada após sucessivas fiscalizações apontarem a persistência das irregularidades, algumas com potencial risco à segurança de pacientes e profissionais de saúde.

O promotor destacou ainda que a atenção básica é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve funcionar com estrutura mínima que garanta segurança, acessibilidade e qualidade no atendimento.

Pedidos à Justiça

Na ação, o Ministério Público requer que o Município:

  • Adeque a estrutura física da unidade, inclusive com a correção das falhas no Centro de Material Esterilizado;

  • Regularize os ambientes assistenciais, garantindo condições adequadas de atendimento;

  • Providencie equipamentos e insumos essenciais;

  • Assegure acessibilidade, com sanitários adaptados;

  • Formalize a designação de diretor técnico junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

O MPTO também pede a fixação de prazos para cumprimento das medidas e a condenação do município por dano moral coletivo, em razão do impacto difuso causado à comunidade usuária do serviço público de saúde.

Atuação é da 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi

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