Qualificação profissional

Curso técnico em mineração é lançado pelo governo e IFTO com 420 vagas em 14 cidades

Curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas.

Por Redação 779
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09/03/2026 14h29 - Atualizado há 1 mês
Curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas.

ERRATA: Esclarecemos que, embora o governo tenha afirmado que o curso anunciado seria o primeiro técnico em mineração do Tocantins, na verdade já existe oferta de um curso técnico integrado ao ensino médio no Colégio Estadual Agropecuário de Almas (TO). O curso anunciado é, portanto, o primeiro subsequente ao ensino médio no estado.

O Tocantins deu um passo importante na qualificação profissional voltada ao setor mineral com o lançamento, nesta segunda-feira (09/03), de curso técnico em Mineração. A iniciativa disponibilizará 420 vagas distribuídas em 14 municípios e busca preparar mão de obra local para atender à crescente demanda da atividade mineral.

O curso é fruto de uma parceria entre o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e a Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto). A proposta é formar profissionais especializados e reduzir a dependência de trabalhadores vindos de outros estados para atuar nas empresas instaladas em território tocantinense.

O presidente da Ameto, Carlos Eduardo Moraes, destacou que a criação do curso representa um avanço estratégico para o estado. Segundo ele, a falta de formação específica na área ainda obriga muitas empresas a buscar profissionais fora do Tocantins.

“Hoje, muitas empresas precisam contratar trabalhadores de outros estados pela ausência de formação especializada aqui. Com o curso técnico em mineração, abrimos novas oportunidades de qualificação para os tocantinenses e fortalecemos a inserção deles no mercado de trabalho”, afirmou.

Ele acrescentou que a iniciativa também abre caminho para ampliar a formação acadêmica no setor mineral. “Já iniciamos diálogos com instituições educacionais para viabilizar futuramente cursos de nível superior na área de mineração, ampliando ainda mais as oportunidades de formação profissional no estado”, completou.

Potencial mineral e demanda crescente

O Tocantins possui expressivo potencial mineral e tem registrado avanço nas atividades de pesquisa, prospecção e exploração de recursos naturais. Esse cenário aumenta a necessidade de profissionais qualificados para atuar em diversas etapas da cadeia produtiva — desde o apoio às atividades de campo até o acompanhamento técnico dos processos de extração e beneficiamento de minérios.

Durante visitas institucionais realizadas pela Ameto às empresas instaladas no estado, foi identificada uma dificuldade recorrente na contratação de mão de obra técnica especializada formada localmente. Representantes do setor relatam que grande parte dos profissionais atualmente empregados vem de outros estados, o que eleva custos operacionais e dificulta a fixação desses trabalhadores na região.

Diante desse cenário, a criação do curso técnico surge como resposta direta às necessidades do setor produtivo e como estratégia para fortalecer a qualificação profissional no Tocantins.

Formação conectada ao mercado

O reitor do Instituto Federal do Tocantins, Antônio da Luz Júnior, explicou que a formação é resultado de um trabalho conjunto iniciado há cerca de três anos entre as instituições.

“Identificamos que não havia formação pública na área de mineração no Tocantins, nem em nível técnico nem superior. Isso representava um gargalo para o crescimento do setor. A partir dessa demanda apresentada pela Ameto, estruturamos uma proposta alinhada às necessidades das empresas”, destacou.

Segundo ele, o curso foi planejado para integrar teoria e prática, aproximando os estudantes da realidade do mercado de trabalho. As aulas teóricas serão ofertadas pelo IFTO, enquanto a parte prática ocorrerá dentro das empresas parceiras.

Parceria com o setor produtivo

Representando o setor mineral, o empresário Rubens Malaquias Amaral, da mineradora Pedreira Gramprata, em Palmas, ressaltou que a qualificação da mão de obra é fundamental para o desenvolvimento da atividade mineral no estado.

“Quando temos profissionais capacitados, as empresas ganham em produtividade e toda a cadeia produtiva se fortalece”, afirmou.

Ele destacou ainda que o Tocantins possui grande potencial mineral ainda pouco explorado e que a formação técnica pode impulsionar o crescimento do setor. “Com a união entre empresas, instituições de ensino e poder público, o estado tem condições de avançar, gerando emprego e renda para a população”, completou.

Estrutura do curso

O curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas. Das 420 vagas, metade será destinada a indicações de empresas parceiras e a outra metade será aberta à comunidade por meio de edital público.

A formação será dividida em três módulos de qualificação profissional:

  • Operador de Mina

  • Amostrador e Beneficiador de Minérios

  • Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineração

O modelo foi estruturado para desenvolver competências diretamente alinhadas às necessidades da indústria mineral.

Com a criação do primeiro curso técnico em mineração do Tocantins, o estado passa a investir na formação de profissionais especializados e amplia as oportunidades de emprego em um setor que ganha cada vez mais relevância na economia tocantinense.

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