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Ele iniciou sua trajetória na Fórmula 1 no mês passado e já disputou duas corridas.
8 campeonatos mundiais. Não é surpresa dizer que o Brasil é o país da América Latina com mais títulos na Fórmula 1. O país sempre teve presença marcante na categoria e, muito graças a Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e, claro, Ayrton Senna, soma mais de 100 vitórias em Grandes Prêmios — número bastante superior ao de qualquer outro país latino-americano.
Se você é fã do esporte, provavelmente já sabe que um jovem piloto brasileiro chegou recentemente à Fórmula 1 após grandes conquistas na F2 e na F3. Ele é Gabriel Bortoleto. Caso ainda não o conheça, agora é o momento. Desde a saída de Felipe Massa, em 2017, o Brasil ficou um pouco carente de representantes na principal categoria do automobilismo.
Agora, porém, quem gosta de acompanhar — e até apostar — em pilotos brasileiros já tem um novo nome para torcer. Muitos fãs se conectam mais com uma competição quando há um atleta do seu país na disputa. Se esse é o seu caso, já é possível assistir às corridas pela F1TV, disponibilizada pelo Grupo Globo. E, se também gosta de apostas, vale a pena conferir opções na Oddspedia, onde você encontra diversas casas confiáveis e seguras.
Voltando ao jovem talento: Gabriel Bortoleto tem enorme potencial. Ele iniciou sua trajetória na Fórmula 1 no mês passado e já disputou duas corridas. Em uma delas, não conseguiu largar por problemas técnicos — mas vamos falar disso mais adiante. Antes, vale entender o início da sua carreira e se há semelhanças com os grandes nomes brasileiros da categoria.
Antes de chegar à Fórmula 1, Gabriel Bortoleto se destacou nas principais categorias de formação do automobilismo. Em 2023, conquistou o título da FIA Formula 3 Championship logo na estreia, somando 164 pontos, duas vitórias e seis pódios — desempenho que demonstrou grande consistência ao longo da temporada.
No ano seguinte, confirmou o talento ao vencer também a FIA Formula 2 Championship, com 214 pontos, duas vitórias e oito pódios. Com isso, tornou-se um dos raros pilotos a conquistar F3 e F2 em anos consecutivos — um caminho que historicamente serve de trampolim para carreiras sólidas na Fórmula 1.
A história do Brasil na Fórmula 1 é marcada por nomes que redefiniram o esporte em diferentes épocas. O primeiro grande campeão foi Emerson Fittipaldi, com títulos mundiais em 1972 e 1974. Ao longo da carreira, acumulou 14 vitórias e 35 pódios — números expressivos para uma época com menos corridas por temporada.
Outro nome fundamental é Nelson Piquet, tricampeão mundial em 1981, 1983 e 1987. Ele conquistou 23 vitórias e 60 pódios, destacando-se também pela capacidade técnica no desenvolvimento dos carros.
E, claro, é impossível falar de pilotos brasileiros sem mencionar Ayrton Senna. O tricampeão somou 41 vitórias e 65 pole positions em apenas 161 Grandes Prêmios. Em 1988, por exemplo, conquistou 13 poles em 16 corridas — uma das temporadas mais dominantes da história em classificações.
A temporada de 2026 tem sido um período de adaptação para Gabriel Bortoleto. Correndo pela Audi F1 Team — equipe que assumiu a antiga estrutura da Sauber — o brasileiro enfrenta um grid altamente competitivo.
Um dos momentos mais difíceis ocorreu no Grande Prêmio da China, em março. Bortoleto não conseguiu largar devido a um problema hidráulico no carro, o que obrigou a equipe a retirá-lo antes mesmo da corrida começar. Foi um contratempo importante, especialmente em um início de temporada onde cada volta conta para pilotos jovens.
Na etapa seguinte, no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, o brasileiro mostrou evolução. Na classificação, garantiu o nono lugar no grid, colocando o carro entre os dez mais rápidos. Já na corrida, após estratégias e intervenções de safety car, terminou na 13ª posição, próximo da zona de pontuação.
Mesmo sem pontuar, o desempenho foi considerado positivo pela equipe. Em times em fase de desenvolvimento, resultados consistentes no meio do pelotão fazem parte do processo até chegar a disputas mais competitivas.
A temporada de 2026 traz ainda uma situação incomum no calendário da Fórmula 1. Após a corrida no Japão, haverá uma pausa mais longa que o normal. As etapas previstas no Bahrein e na Arábia Saudita não serão realizadas neste ano, alterando o ritmo inicial do campeonato.
Com isso, a próxima corrida confirmada será o Grande Prêmio de Miami, nos Estados Unidos. Para Bortoleto e sua equipe, o intervalo pode ser estratégico para analisar dados, evoluir o carro e ajustar detalhes técnicos — fatores essenciais para transformar desempenho em resultados concretos ao longo da temporada.