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Sinais de Burnout: conheça sinais de alerta, as 5 fases e como proteger a saúde mental

O termo burnout foi cunhado pela psicóloga Christina Maslach, da Universidade da Califórnia.

Por Narciso Barone
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30/04/2025 16h18 - Atualizado há 11 meses
Sinais de burnout: como identificar e proteger sua saúde mental

Você já sentiu que está apenas "sobrevivendo" no trabalho, como se estivesse no piloto automático? Ou talvez tenha notado uma exaustão que não explica, mesmo após uma boa noite de sono? Esses podem ser sinais de Burnout, um estado de esgotamento físico e mental que afeta milhões de pessoas no mundo.

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019 como um fenômeno ocupacional, o Burnout não é apenas cansaço – é um alerta do corpo e da mente para algo mais sério. Neste artigo, exploramos os sintomas, as fases e estratégias práticas para identificar e combater o Burnout, ajudando você a proteger sua saúde mental.

O que é burnout e por que ele importa?

O termo burnout foi cunhado pela psicóloga Christina Maslach, professora emérita da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ela o define como “uma resposta ao estresse crônico no trabalho que não foi bem administrado”. Diferentemente de uma condição médica, o burnout é um conjunto de sintomas que inclui exaustão emocional, desinteresse pelo trabalho e uma visão negativa de si mesmo.

De acordo com a OMS, o burnout está relacionado a contextos profissionais, mas não se limita a eles. Estudantes, pais e cuidadores também podem sofrer com esse esgotamento. No Brasil, dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram um aumento alarmante: em 2023, 421 pessoas foram afastadas do trabalho por burnout, um crescimento de 136% em relação a 2019, quando 178 casos foram registrados.

Por que isso está acontecendo? A professora Heejung Chung, do King's College London, aponta para a cultura do “sempre ligado”, intensificada pela digitalização. “Os trabalhadores têm dificuldade em se desconectar, tanto física quanto psicologicamente, do trabalho”, explica. Essa pressão constante tem um custo alto: no Reino Unido, por exemplo, o burnout gera perdas econômicas de mais de £102 bilhões (cerca de R$772 bilhões) ao ano, segundo a Axa (2024).

Quem está em risco?

Embora o burnout seja frequentemente associado ao trabalho remunerado, ele pode afetar qualquer pessoa sob pressão crônica. A psicoterapeuta Claire Plumby destaca que as mulheres, em especial, enfrentam um risco maior devido à dupla jornada de trabalho e cuidados domésticos. Uma pesquisa alemã de 2020 com 20 mil trabalhadores revelou que 60% lidam com multitarefas, 48% enfrentam pressão por prazos e 46% sofrem interrupções constantes – todos gatilhos para o esgotamento.

Os sinais de alerta que você não deve ignorar

Identificar o burnout pode ser desafiador, especialmente porque seus sintomas muitas vezes se confundem com cansaço comum. Mas há pistas claras que merecem atenção. Christina Maslach e outros especialistas apontam três sintomas principais:

  1. Exaustão emocional: você se sente esgotado, mesmo após descansar. Pode haver sintomas físicos, como tontura ou desmaios, como no caso de Amy, uma executiva que desmaiava no chuveiro devido ao estresse acumulado.

  2. Desinteresse pelo trabalho: o que antes era motivador agora parece irrelevante. Você pode começar a trabalhar no “piloto automático” ou evitar preparações importantes, como elaborar relatórios ou planos detalhados.

  3. Autopercepção negativa: sentimentos de ineficácia ou baixa autoestima começam a surgir. Você pode se perguntar: “Por que não consigo lidar com isso?”

Além desses, outros sinais incluem irritabilidade, dificuldade de concentração e até pensamentos de “escapar” da situação – como sonhar em abandonar o trabalho ou até desejar uma pausa forçada, como relatou Plumby sobre pacientes que fantasiavam contrair uma doença para descansar.

As cinco fases do burnout

O burnout não acontece da noite para o dia. Especialistas identificam cinco estágios progressivos:

  1. Lua de mel: você aceita todas as tarefas com entusiasmo, mas subestima o tempo e a energia necessários. O estresse começa a se acumular.

  2. Abandono: atividades prazerosas, como sair com amigos ou hobbies, são deixadas de lado. A concentração diminui, e a “mente cansada” aparece.

  3. Sem motivação: a irritação vira apatia. Você se sente desconectado, com dificuldade de empatizar com os outros (fadiga da compaixão).

  4. Burnout: a exaustão é total. Você pode continuar funcionando, mas com grande dificuldade para manter uma rotina.

  5. Colapso: Na fase mais grave, chamada burnout clínico, sair da cama se torna um desafio. Algumas pessoas enfrentam ataques de pânico ou se “desligam” completamente, exigindo meses ou anos para se recuperar.

Fatores que aumentam o risco

Certas condições no ambiente de trabalho ou na vida pessoal podem acelerar o caminho para o burnout. Aqui estão seis fatores principais:

  • Carga de trabalho excessiva: tarefas demais, tempo de menos.

  • Falta de controle: pouca autonomia nas decisões do dia a dia.

  • Ausência de reconhecimento: não ser valorizado pelo esforço.

  • Relações tóxicas: conflitos com colegas ou chefes criam um ambiente hostil.

  • Injustiça: discriminação ou barreiras ao crescimento profissional.

  • Conflito de valores: trabalhar em algo que não faz sentido para você ou que vai contra seus princípios.

Como se proteger e recuperar do burnout

A boa notícia? É possível prevenir e se recuperar do burnout sem mudanças drásticas, como abandonar o emprego. Especialistas sugerem estratégias práticas:

1. Desconecte-se mentalmente

A professora Sabine Sonnentag, especialista em psicologia do trabalho, descobriu que trabalhadores que conseguem “se desligar” do trabalho ao fim do dia têm menos risco de esgotamento. Tente criar rituais de transição, como uma caminhada após o expediente ou uma pausa para meditação.

2. Busque apoio

Converse com um amigo, colega ou terapeuta. “Às vezes, outra pessoa pode te ajudar a ver uma luz no fim do túnel”, diz Claire Plumby. Compartilhar suas preocupações alivia a pressão e traz novas perspectivas.

3. Foque no que você pode controlar

Claire Ashley, autora de The Burnout Doctor, recomenda o exercício da Esfera de Controle, proposto por Stephen Covey. Pergunte-se: “Quais aspectos do meu trabalho ou vida posso mudar? O que devo aceitar?” Essa reflexão ajuda a direcionar sua energia para ações práticas.

4. Reconecte-se com seus valores

O psicoterapeuta Russ Harris sugere avaliar situações difíceis com três opções: sair, ficar e viver de acordo com seus valores, ou ficar e desistir de agir. Identificar o que realmente importa para você – como equilíbrio, família ou propósito – pode guiar decisões e reduzir o estresse.

5. Cuide do bem-estar

Pequenas ações, como exercícios regulares, sono de qualidade e hobbies, fortalecem sua resiliência. Ashley enfatiza que “não é preciso transformar sua vida inteira, mas sim construir uma base sólida de autocuidado”.

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