Recursos públicos

Dez candidatos já receberam mais de R$ 15 milhões na disputa para deputado federal no Tocantins

Fundo Eleitoral e Fundo Partidário bancam campanhas com repasses que chegam a R$ 2,93 milhões.

Por Arnaldo Filho 543
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08/09/2026 11h42 - Atualizado há 4 semanas
Recursos públicos são provenientes dos Fundos Eleitoral e Partidário.

Notícias do Tocantins - A corrida pelas oito vagas do Tocantins na Câmara dos Deputados já movimenta milhões de reais dos cofres públicos. Levantamento feito a partir das prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral mostra que Janad Valcari (PP), Filipe Martins (PL) e Ricardo Ayres (Republicanos) lideram, até agora, o volume de recursos públicos destinado às campanhas para deputado federal no Estado.

O levantamento considera a soma do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, com o Fundo Partidário. Os dois são abastecidos com recursos públicos, embora tenham finalidades e regras diferentes. Segundo o TRE-TO, o Fundo Eleitoral existe especificamente para financiar campanhas, enquanto o Fundo Partidário também custeia atividades permanentes das legendas.

Janad Valcari aparece no topo, com R$ 2,93 milhões do Fundo Eleitoral. A candidata declarou R$ 3,14 milhões de arrecadação total, mas R$ 210 mil vieram de outras fontes, sendo R$ 150 mil de pessoa física e R$ 60 mil de recursos próprios. Portanto, para efeito deste levantamento, são considerados R$ 2,93 milhões de dinheiro público.

Logo atrás está o deputado federal Filipe Martins, que recebeu R$ 2,9 milhões. No caso dele, todo o valor declarado até o momento tem origem no Fundo Eleitoral.

O deputado federal e candidato à reeleição Ricardo Ayres ocupa a terceira posição, com R$ 2,8 milhões de recursos públicos. A composição da campanha chama atenção porque o dinheiro está dividido quase igualmente entre os dois fundos: R$ 1,4395 milhão do Fundo Eleitoral e R$ 1,3605 milhão do Fundo Partidário. Além disso, o candidato declarou R$ 44 mil em doações de pessoas físicas, que não entram no ranking.

Somente os três primeiros concentram R$ 8,63 milhões em recursos públicos.

Na quarta posição aparece Tiago Dimas (Podemos), que busca a reeleição. Ele recebeu R$ 1.019.500 do Fundo Eleitoral e R$ 752,17 do Fundo Partidário, totalizando R$ 1.020.252,17 em dinheiro público. A campanha também recebeu R$ 6 mil de pessoa física.

Jair Farias (União Brasil) vem em seguida. A prestação de contas registra R$ 1.003.227,82 do Fundo Eleitoral e R$ 1.111,11 do Fundo Partidário, totalizando pouco mais de R$ 1,004 milhão em recursos públicos.

Maurício Buffon (PL) também ultrapassa R$ 1 milhão. Ele recebeu R$ 1 milhão do Fundo Eleitoral e R$ 2.185 do Fundo Partidário, chegando a R$ 1.002.185. Sua arrecadação total é maior porque existem ainda R$ 84 mil provenientes de outras fontes.

Veja quem mais recebeu recursos públicos

Considerando exclusivamente Fundo Eleitoral e Fundo Partidário, os maiores valores identificados são:

  1. Janad Valcari (PP): R$ 2.930.000

  2. Filipe Martins (PL): R$ 2.900.000

  3. Ricardo Ayres (Republicanos): R$ 2.800.000

  4. Tiago Dimas (Podemos): R$ 1.020.252,17

  5. Jair Farias (União Brasil): cerca de R$ 1.004.338,93

  6. Maurício Buffon (PL): R$ 1.002.185

  7. Lucas Campelo (Republicanos): R$ 1.000.000

  8. Alfredo Júnior (Republicanos): R$ 1.000.000

  9. Fábio Vaz (Republicanos): R$ 1.000.000

  10. Dr. Henrique Martins (PL): R$ 1.000.000

Somados, esses dez candidatos já receberam aproximadamente R$ 15,6 milhões em recursos públicos para financiar suas campanhas.

Outro nome próximo desse grupo é Enfermeira Sol (Republicanos), com R$ 950 mil, integralmente provenientes do Fundo Eleitoral.

Valores podem aumentar

Os números representam uma fotografia da campanha neste momento. As prestações de contas são alimentadas ao longo do período eleitoral e novos repasses dos diretórios nacionais e estaduais podem modificar o ranking até a eleição.

Receber recursos dos fundos públicos não representa, por si só, qualquer irregularidade. O financiamento é previsto pela legislação eleitoral e cabe aos partidos definir a distribuição entre seus candidatos, respeitando as regras e critérios estabelecidos em lei. A Justiça Eleitoral fiscaliza posteriormente a origem e a aplicação desses valores.

Doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos foram excluídos do ranking, permitindo mostrar quanto cada campanha recebeu efetivamente dos fundos Eleitoral e Partidário.

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