Para ele, o furto das medalhas no Estadual Sub-20 simboliza uma gestão sem resultados.
Notícias do Tocantins - O furto das medalhas destinadas aos jogadores do Batalhão, campeão do Campeonato Tocantinense Sub-20, desencadeou uma dura crítica do pré-candidato ao Senado Vanderlei Luxemburgo (Podemos) à gestão do futebol no estado. Para o ex-treinador da Seleção Brasileira, o episódio não representa apenas uma falha na cerimônia de premiação, mas expõe problemas mais amplos de gestão e representatividade da modalidade no Tocantins.
As medalhas desapareceram antes da entrega aos atletas, que encerraram a competição sem receber a premiação pela conquista do título. Após o caso ganhar repercussão, Luxemburgo direcionou as críticas ao presidente da Federação Tocantinense de Futebol (FTF), Leomar Quintanilha, que está há 36 anos à frente da entidade.
Segundo o pré-candidato, a permanência de uma mesma gestão durante mais de três décadas contrasta com a baixa projeção nacional do futebol tocantinense. Luxemburgo afirmou que o estado ainda enfrenta dificuldades para atrair investimentos, dar maior visibilidade às competições e consolidar seus clubes no cenário brasileiro.
Leomar Quintanilha também integrou a delegação da Confederação Brasileira de Futebol como chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Ao relacionar a atuação do dirigente no Mundial ao episódio ocorrido no Estadual Sub-20, Luxemburgo adotou um tom crítico e provocativo.
“Quando o Brasil ganhava, ele aparecia toda hora dizendo que era pé de coelho, que nós íamos ser hexa. O Brasil perdeu e ele sumiu. Tomou chá de sumiço. Cadê você, Leomar Quintanilha? Agora, no Tocantins, o Batalhão foi campeão e as medalhas sumiram como ele sumiu na Seleção Brasileira. Cadê as medalhas?”, declarou.
Embora o furto das medalhas seja um episódio específico, Luxemburgo afirmou que o caso simboliza, em sua avaliação, um problema estrutural da administração do futebol estadual.
“A Federação do Tocantins é uma federação sem representatividade. Não tenho nada contra ele, mas a gestão dele é muito ruim. O futebol tocantinense está acéfalo”, disse.
O pré-candidato também defendeu que os órgãos de controle acompanhem a administração da modalidade no estado, com foco na transparência, na responsabilidade institucional e na aplicação dos recursos destinados ao futebol.
As declarações ocorrem em meio à pré-campanha eleitoral de Luxemburgo ao Senado. Ao abordar o episódio, ele relacionou a defesa de mudanças no futebol à sua plataforma política e afirmou que o Tocantins precisa ampliar sua representatividade tanto no esporte quanto na política.
“Sou pré-candidato ao Senado para mudar o futebol do Tocantins, para ter representatividade e também dar representatividade à política do Tocantins. Não dá para ficar adiando as mudanças. Não pode ser depois da eleição. Tem que ser agora que o Tocantins precisa mudar”, concluiu.