Levantamento custou R$ 96,3 mil e seria divulgado nesta terça-feira (9).
Notícias do Tocantins - A pesquisa eleitoral do Instituto Veritá que seria divulgada nesta terça-feira (09/06) foi suspensa pela Justiça Eleitoral após a identificação de uma possível irregularidade no objeto do levantamento registrado junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
A decisão foi assinada na noite de segunda-feira (8) pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral, Carolynne Souza de Macedo Oliveira, que determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa registrada sob o número TO-06717/2026. A magistrada também ordenou a retirada do conteúdo caso já tivesse sido publicado, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
O levantamento, custeado pelo próprio Instituto Veritá ao valor de R$ 96.380, estava previsto para medir as intenções de voto para os cargos de governador e senador no Tocantins. No entanto, segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, a pesquisa também teria incluído questionamentos relacionados à disputa para a Presidência da República, informação que não constava de forma correspondente no registro apresentado ao tribunal.
A decisão representa um revés para a divulgação de um dos levantamentos mais aguardados do cenário político tocantinense neste momento.
Durante a análise do caso, a magistrada afastou os principais argumentos técnicos apresentados pela Federação PSDB/Cidadania, autora da ação. Entre as alegações rejeitadas estavam suposta falta de transparência metodológica, imprecisão das fontes públicas utilizadas e incompatibilidade nos critérios de ponderação econômica adotados pelo instituto.
Na decisão, a juíza registrou que o Veritá cumpriu adequadamente as exigências de transparência e auditabilidade previstas na legislação eleitoral.
“Restando afastada a probabilidade do direito nesse ponto específico, uma vez que o instituto representado atendeu de forma satisfatória às exigências de transparência e auditabilidade”, destacou a magistrada.
Apesar de considerar regulares os aspectos metodológicos questionados pelos autores da ação, a Justiça entendeu haver indícios suficientes de irregularidade quanto ao conteúdo efetivamente pesquisado em relação ao que foi informado no registro oficial, motivo que levou à suspensão cautelar da divulgação dos resultados.
O mérito da ação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. Enquanto isso, os números da pesquisa permanecem impedidos de serem divulgados ao público.