Gurupi

PF prende servidor e duas eleitoras por suspeita de compra de votos por R$ 300 cada no Tocantins

Compra de votos será para Eduardo Andrade, candidato a deputado estadual.

Por Redação
Comentários (0)

03/10/2026 20h01 - Atualizado há 3 dias
Os envolvidos poderão responder pelo crime de corrupção eleitoral.

Notícias do Tocantins - Na véspera das eleições, três pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal, neste sábado (3), em Gurupi, sob suspeita de corrupção eleitoral. Entre os detidos está um servidor da Universidade de Gurupi (UnirG), apontado como responsável por entregar dinheiro a duas eleitoras em troca do compromisso de voto.

A Polícia Federal confirmou oficialmente as três prisões. Segundo a corporação, um homem teria oferecido e entregue vantagem em dinheiro às duas mulheres com a finalidade de obter votos para um candidato nas Eleições de 2026. 

Quem são os presos

Conforme informações do auto de flagrante, o homem preso é Migne Thiago de Oliveira Cabral. Também foram detidas Silvana Carvalho de Souza e Maria Eloisa Carvalho Lima.

De acordo com as informações policiais, Migne teria oferecido e entregue R$ 300 em espécie a cada uma das duas eleitoras. O pagamento teria como finalidade obter votos para Eduardo Andrade, candidato a deputado estadual pelo PSDB, número 45100.

Ainda segundo o relato baseado no flagrante, os supostos repasses ocorreram neste sábado nas proximidades da IPoint, na Avenida São Paulo, esquina com a Rua 10, no Setor Central de Gurupi.

Migne teria sido autuado sob suspeita de oferecer e entregar vantagem para obtenção de voto. Ele é servidor da Universidade de Gurupi (Unirg). Já Silvana e Maria Eloisa teriam sido presas sob suspeita de receber vantagem em troca do voto. 

Candidato citado é Eduardo Andrade

Eduardo Andrade, nome citado no flagrante, concorre a deputado estadual pelo PSDB com o número 45100. Seu nome completo é Eduardo Santos Andrade, e a candidatura está deferida pela Justiça Eleitoral. Ele declarou ao TSE a profissão de psicólogo.

Não há confirmação de que o candidato tenha determinado, autorizado ou tivesse conhecimento do suposto pagamento. 

PF vai investigar origem do dinheiro

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso, inclusive a eventual participação de outras pessoas e a origem do dinheiro utilizado.

Os envolvidos poderão responder, conforme a responsabilidade individual apurada, pelo crime de corrupção eleitoral, previsto no Código Eleitoral. O delito envolve dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber vantagem com a finalidade de obter ou dar voto e pode resultar em pena de até quatro anos de reclusão, além de multa.

O caso ganha repercussão por ocorrer justamente neste sábado, véspera do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para este domingo, 4 de outubro.

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2026 AF. Todos os direitos reservados.