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Pré-candidato diz que secretário da Saúde terá gabinete dentro do HGP, caso seja eleito

Objetivo é aproximar a gestão da realidade enfrentada por pacientes e profissionais.

Por Redação
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26/02/2026 11h45 - Atualizado há 2 semanas
Hospital Geral de Palmas

Notícias do Tocantins – O pré-candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), afirmou que, se eleito em outubro, adotará uma medida que considera prioritária para a área da saúde. Ele pretende determinar que o secretário estadual de Saúde transfira o gabinete para o Hospital Geral de Palmas (HGP), maior unidade pública hospitalar do Estado.

Segundo o parlamentar, o objetivo é aproximar a gestão da realidade enfrentada por pacientes e profissionais. “O secretário irá trabalhar no HGP. Não é que vai lá tirar foto ou apenas visitar o hospital de vez em quando para render likes nas redes sociais ou imagens para a mídia. Lá será o seu gabinete”, afirmou. “No nosso governo, o secretário deixará de ser apenas um executivo da saúde e passará a ser, de fato, um profissional ativo da área”, acrescentou.

Vicentinho também criticou a situação atual da rede estadual. “Precisamos resolver isso. Somente eu, como deputado federal, destinei quase R$ 60 milhões em recursos para a saúde do Estado. É lamentável ver como o nosso povo é tratado. É desumano e revoltante, por exemplo, assistir na TV a imagens de um quarto sujo de fezes humanas porque a empresa contratada para a limpeza não foi paga”, declarou.

Para o presidente estadual do PSDB, a presença permanente do secretário no HGP permitirá respostas mais rápidas às demandas internas. Ele defende que diretores, coordenadores e demais responsáveis por setores não precisem aguardar trâmites burocráticos para solucionar problemas. “Não haverá mais necessidade de esperar ofício para a secretaria ou para o Palácio. O diretor poderá ir diretamente ao secretário, comunicar a situação e buscar a solução imediata”, pontuou.

Hospitais regionais

Em relação aos hospitais regionais, Vicentinho afirmou que pretende adotar duas medidas consideradas fundamentais. A primeira é estabelecer critérios técnicos para a escolha dos coordenadores regionais. “Deixará de ser por indicação política. Será uma pessoa capacitada e gabaritada para o cargo”, disse.

A segunda proposta é criar uma rotina para que o secretário despache periodicamente nas unidades do interior, aproximando-se de médicos, servidores e da comunidade. “O gestor da saúde não pode ficar apenas no gabinete, de terno e gravata, assinando documentos. Ele precisa viver a realidade, saber como está o atendimento na ponta, estar ao lado do diretor e ouvir médicos, servidores e, principalmente, a população”, afirmou.

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