Seduc 2023

Aprovados no concurso da Seduc se revoltam após convocação de apenas 130 professores

Comissão questiona número de contratos temporários na rede estadual.

Por Redação
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26/02/2026 08h45 - Atualizado há 2 semanas
Comissão afirma ter encaminhado documentos ao Ministério Público

Notícias do Tocantins – A recente convocação de apenas 130 professores pelo Governo do Tocantins provocou forte indignação entre os aprovados no concurso público da Secretaria de Estado da Educação (Seduc-TO) de 2023. A Comissão dos Aprovados divulgou nota pública nesta semana criticando a condução do processo, que, segundo o grupo, deixa milhares de candidatos em espera há mais de dois anos.

De acordo com a Comissão, cerca de 3.700 concursados ainda aguardam nomeação, o que impacta diretamente cerca de 16 mil pessoas, considerando familiares. “Aos aprovados, sobra apenas a incerteza e a frustração. Muitos enfrentam dificuldades financeiras e emocionais enquanto aguardam a chamada efetiva”, afirmam os representantes do grupo.

Os aprovados denunciam que o governo realiza convocações pontuais sem apresentar um cronograma claro. Sempre que os candidatos intensificam mobilizações, o Executivo anuncia novas chamadas ou promete nomeações “nos próximos dias”, promessa que se repete há anos, segundo a Comissão.

Outro ponto de crítica é a manutenção de contratos temporários na rede estadual, ocupando vagas que poderiam ser destinadas a concursados. Parte desses dados, segundo a Comissão, consta em documentos públicos da própria Seduc-TO e já foi encaminhada ao Ministério Público do Tocantins (MPTO). O grupo também questiona a transparência do Portal da Transparência, alegando que não é possível identificar com clareza o número real de vacâncias, contratos ativos e cargos disponíveis.

Alguns aprovados relatam ainda que atuam como contratados temporários exatamente nas funções para as quais foram aprovados, aguardando a nomeação definitiva. Para eles, essa prática evidencia falta de critério e clareza na gestão de recursos humanos da Educação estadual.

A Comissão cita uma declaração do governador Wanderlei Barbosa sobre contratações na Seduc-TO, reforçando a necessidade de critérios claros e transparentes para preenchimento de vagas. O grupo também critica o que considera “uso recorrente de anúncios sem detalhar a quantidade total de cargos vagos”.

Com 2026 sendo ano eleitoral, os aprovados temem que a situação seja usada para fins políticos, e classificam a 9ª chamada, anunciada em 24 de fevereiro, como insuficiente frente à demanda real.

Entre as principais reivindicações da Comissão estão:

  • Divulgação transparente das vacâncias reais na rede estadual;

  • Publicação do número atualizado de contratos temporários;

  • Convocação de todos os aprovados dentro do prazo de validade do concurso;

  • Atuação mais efetiva dos órgãos de controle.

O grupo afirma que continuará mobilizado por meio de articulações jurídicas e institucionais até que todos os aprovados sejam convocados e empossados.

A reportagem abre espaço para manifestação do Governo do Estado do Tocantins, da Seduc-TO e do MPTO para esclarecer os pontos levantados pela Comissão dos Aprovados.

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