Câmara aprova projeto de lei para levar exames de vista aos alunos da rede municipal de Araguaína

Por Redação AF
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17/03/2015 19h41 - Atualizado há 3 semanas
<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br /> <br /> Foi aprovado em segunda e terceira vota&ccedil;&atilde;o na sess&atilde;o da C&acirc;mara de Aragua&iacute;na (TO), nesta ter&ccedil;a-feira (17), o Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a ofertar gratuitamente exames de vista para alunos da rede municipal de ensino.<br /> <br /> O projeto, de autoria do vereador Batista Capixaba, recebeu 9 votos favor&aacute;veis contra tr&ecirc;s contr&aacute;rios&nbsp; - dos vereadores Divino Beth&acirc;nia, Luzimar Coelho e Abra&atilde;o Ara&uacute;jo. Cleudo Neg&atilde;o se absteve. J&aacute; os vereadores Marcus Marcelo, Terciliano Gomes e Silvinia Pires n&atilde;o compareceram &agrave; sess&atilde;o. A vota&ccedil;&atilde;o da proposta j&aacute; tinha sido interrompida outras tr&ecirc;s vezes por pedidos de vista.<br /> <br /> Conforme o autor do projeto, dados do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) mostram que 22,9% dos casos de abandono escolar s&atilde;o motivados pela dificuldade de enxergar. Al&eacute;m disso, 30% das crian&ccedil;as apresentam algum tipo de doen&ccedil;a nos olhos e 20% dessas precisam de &oacute;culos ainda na idade escolar. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estima tamb&eacute;m que 500 mil crian&ccedil;as ficam cegas a cada ano no mundo inteiro.<br /> <br /> Segundo Batista Capixaba, especialistas alertam que o diagn&oacute;stico precoce &eacute; sempre a melhor maneira de cuidar do problema. No entanto, muitas fam&iacute;lias n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de pagar uma consulta com especialista e, com o tempo, o problema pode se tornar irrevers&iacute;vel. <em>&ldquo;Muitas vezes a crian&ccedil;a relata aos pais a dificuldade de enxergar, a professora tamb&eacute;m percebe, mas o problema n&atilde;o &eacute; resolvido por falta de condi&ccedil;&otilde;es financeiras. Uma consulta particular chega a custar at&eacute; 300 reais, isso sem falar no pre&ccedil;o dos &oacute;culos. Com o objetivo de facilitar esse diagn&oacute;stico&nbsp; &eacute; que propomos esse projeto&rdquo;</em>, destacou.<br /> <br /> Pesquisas mostram tamb&eacute;m que crian&ccedil;as com problemas na vis&atilde;o parecem ser desligadas, sem aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o demonstram interesse nas atividades e apresentam grande dificuldade em aprender, al&eacute;m de sofrer constantemente de enxaquecas e dores de cabe&ccedil;a. E, quanto mais cedo o problema for identificado, maior ser&aacute; a chance de cura.<br /> <br /> Segundo o vereador, o projeto n&atilde;o onera os cofres p&uacute;blicos, pois a Prefeitura j&aacute; possui equipamentos e profissionais para realizar os exames, que devem acontecer na pr&oacute;pria escola. <em>&ldquo;A Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o juntamente com a de Sa&uacute;de organizam um cronograma para que os profissionais visitem cada escola uma vez por ano&rdquo;</em>, explicou Capixaba.<br /> <br /> O projeto de lei segue para san&ccedil;&atilde;o ou veto do prefeito Ronaldo Dimas.</span>
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