Em busca de orientações

Com queda de receitas, prefeitos das maiores cidades vão ao TCE discutir déficits nas contas

Prefeitos solicitaram que eventuais déficits sejam analisados só ao final do mandato.

Por Redação
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03/03/2026 09h55 - Atualizado há 1 semana
Reunião entre prefeitos e representantes do TCE-TO.

Notícias do Tocantins - Onze prefeitos do Tocantins se reuniram, nesta segunda-feira (02/03), com conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, na sede da Corte, para apresentar preocupações relacionadas a eventuais déficits financeiros e orçamentários que podem resultar na reprovação de contas municipais. A reunião foi articulada pela Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e contou com a participação de membros do Tribunal.

Estiveram presentes os prefeitos das cinco maiores cidades do Estado: Eduardo Siqueira Campos (Palmas), Wagner Rodrigues (Araguaína), Josi Nunes (Gurupi), Ronivon Maciel (Porto Nacional) e Celso Morais (Paraíso do Tocantins). Também participaram Fabion (Tocantinópolis), Joaquim Pinheiro (Pedro Afonso), Joel Rufino (Rio dos Bois), Seu Manoel (Juarina) e Douglas Oliveira (Carmolândia). O grupo estava acompanhado pelo presidente da ATM e prefeito de Cristalândia, Big Jow.

Durante o encontro, os gestores relataram preocupação com a queda de receitas e o aumento das despesas obrigatórias. Entre os fatores apontados estão frustração de arrecadação, redução de repasses constitucionais, crescimento das demandas por serviços públicos e dívidas herdadas de gestões anteriores. Segundo os prefeitos, os déficits não decorrem de dolo ou má gestão, mas de circunstâncias econômicas e estruturais que fogem ao controle das administrações municipais.

O prefeito de Palmas afirmou que houve redução de 15% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Já o prefeito de Porto Nacional relatou queda de 20% nos repasses de ICMS no mês de fevereiro. O prefeito de Araguaína destacou que o cenário atinge os 139 municípios tocantinenses. De acordo com os gestores, enquanto as despesas são fixas e contínuas, as receitas variam conforme o desempenho da economia nacional.

Os prefeitos solicitaram ao Tribunal que avalie a possibilidade de analisar eventuais déficits ao final do mandato, e não anualmente, como ocorre atualmente. A proposta, segundo eles, permitiria a compensação dos resultados ao longo dos quatro anos de gestão, com a meta de alcançar equilíbrio ou superávit ao término do período. Também foi defendido o restabelecimento de um índice prudencial de até 5% de déficit, parâmetro que já foi considerado em julgamentos anteriores.

O presidente da ATM agradeceu a abertura ao diálogo e afirmou que a entidade busca soluções institucionais que conciliem responsabilidade fiscal e a realidade financeira dos municípios.

Participaram da reunião o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Alberto Sevilha, os conselheiros Manoel Pires, Napoleão de Souza Luz Sobrinho e Severiano Costandrade, além do conselheiro substituto Orlando Alves da Silva.

Ao final, os conselheiros informaram que irão analisar os pleitos apresentados pelos prefeitos, observando os limites da legislação vigente e a responsabilidade fiscal.

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