Em meio à crise hídrica

Conta de luz aumenta com nova bandeira tarifária 50% mais cara até abril de 2022

Já está valendo a partir desta quarta, 1º de setembro.

Por Joselita Matos 1.139
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01/09/2021 09h09 - Atualizado há 3 meses
Conta de energia vai ficar 50% mais caras a partir desta quarta.

A conta de luz vai pesar ainda mais no bolso do brasileiro a partir desta quarta-feira, 1º de setembro. O motivo: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (31/8) que uma nova bandeira foi instituída e ficará vigente até abril de 2022.

O valor da bandeira de 'escassez hídrica' é de R$ 14,20 a cada 100 kWh, ou seja, 49,6% mais cara que a vermelha patamar 2. 

Com isso, a previsão da Agência é de que as contas de energia dos brasileiros sofram um aumento médio de 6,78% a partir de setembro. 

Os custos com a produção de energia elétrica têm aumentado desde o ano passado, por conta da crise hídrica pela qual o País passa, chegando até a importar da Argentina e Uruguai.

O custo a mais é cobrado a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e já havia sofrido um reajuste de 52% em julho. O último reajuste de julho também elevou o valor das bandeiras vermelha 1 e amarela.

Os aumentos são necessários para garantir o fornecimento durante a crise hídrica que afetou os reservatórios das hidrelétricas, fazendo necessário o acionamento das térmicas, que possuem uma energia mais cara.

ESTÍMULO 

O Governo apresentou ainda o programa que estimula a redução no gasto de energia, em que prevê o prêmio de R$ 50 por 100 kWh reduzido - limitado a 20% de redução. A vigência do programa é de setembro a dezembro deste ano. 

A meta, conforme apresentado pelo Governo, é de uma redução de 15%. Considerando 20% menos energia consumida, a redução na conta pode chegar a 33% com a ativação da bandeira de escassez hídrica. 

CRISE HÍDRICA

Esta é considerada a maior crise hídrica dos últimos 91 anos no Brasil. 

O diretor-geral do ONS (Operadora Nacional do Sistema), Luiz Carlos Ciocchi, afirmou nessa quarta-feira (25) que havia previsão de chuvas na região Sul entre julho e agosto, mas elas foram frustradas, o que levou o grupo de monitoramento emergencial da crise a tomar medidas mais drásticas de preservação da água no sistema.

(Informações do Diário do Nordeste)

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