Conta de um dos presos tinha R$ 1,5 milhão; depoimento dos suspeitos foi acompanhado por 13 advogados

Por Redação AF
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20/09/2014 15h06 - Atualizado há 1 mês
<span style="font-size:14px;">A conta banc&aacute;ria, na ag&ecirc;ncia da Caixa Econ&ocirc;mica de Piracanjuba (GO), onde foram sacados os R$ 504 mil apreendidos em uma aeronave durante opera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Civil de quinta-feira tinha um dep&oacute;sito total de R$ 1,5 milh&atilde;o.<br /> <br /> Segundo a Pol&iacute;cia Civil, al&eacute;m do valor sacado na ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria por Lucas Marinho Ara&uacute;jo &ndash; preso na opera&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia &ndash;, uma parte do dinheiro (R$ 680 mil) foi transferida para duas empresas de Palmas ligadas a Douglas Marcelo Alencar Schimitt &ndash; tamb&eacute;m preso na opera&ccedil;&atilde;o &ndash; e outra para a conta de sua namorada, identificada apenas como La&iacute;s.<br /> <br /> A pol&iacute;cia suspeita que o dinheiro apreendido seria destinado &agrave; campanha eleitoral do candidato do PMDB ao governo do Tocantins, Marcelo Miranda. O governadori&aacute;vel nega liga&ccedil;&atilde;o com o caso, embora os detidos tenham v&iacute;nculos com ele. No avi&atilde;o tamb&eacute;m havia material de campanha de Miranda e do candidato a deputado federal Carlos Gaguim (PMDB).<br /> <br /> A Pol&iacute;cia Civil j&aacute; pediu o bloqueio do dinheiro na Justi&ccedil;a, informou o delegado Ricardo Chueire, titular da delegacia de Itumbiara e que integra a equipe que investiga o caso. Ele vai pedir tamb&eacute;m o rastreamento para descobrir a origem do dinheiro.<br /> <br /> <u><strong>Empr&eacute;stimo banc&aacute;rio</strong></u><br /> <br /> Oficialmente, Douglas declarou que o dinheiro &eacute; fruto de um empr&eacute;stimo que fez em Bras&iacute;lia para pagar d&iacute;vidas de suas empresas e que n&atilde;o podia depositar na pr&oacute;pria conta banc&aacute;ria porque ela estaria vinculada &agrave;s d&iacute;vidas da empresa. Lucas Ara&uacute;jo tamb&eacute;m nega relacionamento com Miranda. Em depoimento, Lucas disse que &eacute; amigo de inf&acirc;ncia de Douglas e &ldquo;emprestou&rdquo; a conta por amizade. Ele &eacute; tratado como um poss&iacute;vel laranja pela pol&iacute;cia.<br /> <br /> <u><strong>Relaxamento de pris&atilde;o</strong></u><br /> <br /> Os quatro presos na opera&ccedil;&atilde;o policial &ndash; al&eacute;m de Douglas e Lucas tamb&eacute;m Roberto Carlos Maya Barbosa e Marco Ant&ocirc;nio Jayme Roriz &ndash; permanecem detidos no pres&iacute;dio de Piracanjuba. A advogada Nat&aacute;lia Spadoni, que representa os suspeitos, informou que vai pedir relaxamento de pris&atilde;o hoje para os quatro. O argumento da defesa &eacute; que houve um equivoco. &ldquo;As acusa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o procedem&rdquo;, resume.<br /> <br /> O auto de infra&ccedil;&atilde;o da pris&atilde;o j&aacute; foi encaminhado para o Tribunal Regional Eleitoral e Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal de Tocantins, uma vez que, segundo o delegado Ricardo Chueire, &ldquo;h&aacute; fortes ind&iacute;cios de crime eleitoral&rdquo; envolvendo Marcelo Miranda e Carlos Gaguim.<br /> <br /> <u><strong>Liga&ccedil;&atilde;o com o PMDB</strong></u><br /> <br /> Marco Ant&ocirc;nio Jayme Roriz admitiu ter v&iacute;nculos com os pol&iacute;ticos. Afirmou ser motorista do PMDB do Tocantins e que estava em Goi&acirc;nia desde o in&iacute;cio da semana &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de Douglas Marcelo Alencar Schimitt por ordem do partido. Ele estava em uma camionete alugada, que tamb&eacute;m foi apreendida pela pol&iacute;cia.<br /> <br /> J&aacute; Douglas, no momento da pris&atilde;o, confirmou ter liga&ccedil;&otilde;es com Marcelo Miranda. Seria um dos respons&aacute;veis pela coordena&ccedil;&atilde;o da campanha do PMDB em Tocantins, relatou o delegado Vicente Oliveira, titular da delegacia de Piracanjuba. Mais tarde, na delegacia, ele negou ter contato com o candidato ao governo. O depoimento dos suspeitos foi colhido frente a 13 advogados que vieram de Goi&acirc;nia, Palmas e tamb&eacute;m de Piracanjuba.<br /> <br /> O piloto Roberto Carlos Maya Barbosa admitiu que o dono do avi&atilde;o, Ronaldo Japiass&uacute;, &eacute; amigo de Marcelo Miranda e que, na segunda-feira, teria feito uma viagem com Carlos Gaguim. O material de campanha, segundo o piloto, poderia ter ficado esquecido no avi&atilde;o. O piloto, assim como o avi&atilde;o, estaria cedido &agrave; campanha de Marcelo Miranda. De acordo com a pol&iacute;cia, no plano de voo da aeronave o destino era Rio Quente, n&atilde;o Piracanjuba. <em>(</em></span><em><span style="font-size:14px;">Jornal O Popular)</span></em>
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