De volta ao Senado, Aécio Neves promete "oposição sem trégua" ao governo do PT

Por Redação AF
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04/11/2014 08h05 - Atualizado há 1 segundo
<span style="font-size:14px;">Ap&oacute;s receber 51 milh&otilde;es de votos na elei&ccedil;&atilde;o presidencial, o senador A&eacute;cio Neves (PSDB-MG) desembarca nesta ter&ccedil;a-feira em Bras&iacute;lia com a miss&atilde;o de assumir o posto de principal porta-voz da oposi&ccedil;&atilde;o no Congresso. Tucanos e l&iacute;deres de outros partidos de oposi&ccedil;&atilde;o defendem que seja adotada a linha pregada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no &uacute;ltimo domingo: a de uma oposi&ccedil;&atilde;o sem tr&eacute;guas ao governo at&eacute; que a presidente Dilma Rousseff (PT) prove que n&atilde;o ser&aacute; leniente com a corrup&ccedil;&atilde;o e que levar&aacute; &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias a apura&ccedil;&atilde;o do esc&acirc;ndalo que envolve aliados na Petrobras. Para tucanos, os 48,4% dos eleitores que apoiaram a oposi&ccedil;&atilde;o este ano querem mudan&ccedil;a, cobram oposi&ccedil;&atilde;o ferrenha e rejeitam di&aacute;logo com o governo do PT.<br /> <br /> Nas entrevistas e pronunciamentos desta ter&ccedil;a e quarta, A&eacute;cio far&aacute; um balan&ccedil;o da campanha e apontar&aacute; os rumos de sua atua&ccedil;&atilde;o. O artigo de Fernando Henrique tamb&eacute;m foi entendido como um recado para o PSDB de que A&eacute;cio sai da disputa com credenciais para disputar novamente as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais em 2018. O ex-presidente ressaltou que A&eacute;cio foi firme na defesa de seus pontos de vista, sem perder a compostura, que retrucou seus advers&aacute;rios &agrave; altura e se firmou como um &ldquo;verdadeiro l&iacute;der&rdquo;.<br /> <br /> &mdash; O artigo de Fernando Henrique vai na dire&ccedil;&atilde;o correta. Depois do que a presidente Dilma fez na campanha, mentiras, terrorismo, acusa&ccedil;&otilde;es pessoais, di&aacute;logo, s&oacute; se ela mostrar, de fato, que vai rever sua conduta. Nosso papel ser&aacute; de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo, a favor do pa&iacute;s &mdash; disse o ex-coordenador da campanha em S&atilde;o Paulo Alberto Goldman.<br /> <br /> O candidato chega no meio da tarde a Bras&iacute;lia e dever&aacute; ser recepcionado por manifestantes no aeroporto e no Congresso. Amanh&atilde;, far&aacute; um pronunciamento no Audit&oacute;rio Nereu Ramos, com governadores da oposi&ccedil;&atilde;o, parlamentares e lideran&ccedil;as de todos os partidos que o apoiaram no segundo turno.<br /> <br /> Alguns tucanos acreditam que, pelo fato de Fernando Henrique ser um dos principais formuladores do partido, a tend&ecirc;ncia &eacute; de que a declara&ccedil;&atilde;o a favor da A&eacute;cio afaste temporariamente disputas com vistas a 2018. A aposta &eacute; que A&eacute;cio construir&aacute; o projeto presidencial com o governador de S&atilde;o Paulo, Geraldo Alckmin, principal alternativa ao mineiro dentro do ninho tucano.<br /> <br /> &mdash; A&eacute;cio tem o &ldquo;recall&rdquo; da frustra&ccedil;&atilde;o nacional. Fez campanha corajosa no sobe e desce. A lideran&ccedil;a que conquistou &eacute; intransfer&iacute;vel pela singularidade da campanha que enfrentou e quase ganhou. O artigo de Fernando Henrique automaticamente remete a ele &mdash; afirmou o presidente do DEM, Jos&eacute; Agripino.<br /> <br /> <u><strong>SEM SER &lsquo;ARROZ DE FESTA&rsquo;</strong></u><br /> <br /> Os tucanos dizem que A&eacute;cio ter&aacute; que se equilibrar agora em uma linha t&ecirc;nue que assegure uma atua&ccedil;&atilde;o vigorosa no Senado, mas sem se expor a embates cotidianos com senadores petistas. A ideia &eacute; que o embate di&aacute;rio caiba a outros integrantes da tropa oposicionista, como Jos&eacute; Agripino (DEM-RN), Jos&eacute; Serra (PSDB-SP), &Aacute;lvaro Dias (PSDB-PR), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).<br /> <br /> &mdash; A&eacute;cio n&atilde;o pode virar arroz de festa e ficar batendo boca com Gleisi (Hoffmann) ou Lindbergh (Farias). N&atilde;o pode banalizar o sentimento de mudan&ccedil;a da sociedade &mdash; explica o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.</span><br />
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