Transporte público

Dimas culpa 'má gestão' na Cooperlota e diz que diretoria não teve 'pulso firme' para coibir falhas

Por Redação AF
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22/05/2016 10h38 - Atualizado há 2 anos
O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, atribuiu à "má gestão" e falhas dos próprios cooperados os problemas enfrentados pela Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Passageiros do Município de Araguaína (Cooperlota). A cidade amanheceu no sábado (21/05) sem transporte público complementar após o recolhimento de todos os 50 micro-ônibus da cooperativa, devido ao atraso no pagamento do financiamento bancário. A busca e apreensão foi determinada pela justiça. Dimas explicou que a diretoria da Cooperlota "não teve pulso firme para coibir algumas situações" que comprometeram o financeiro da entidade. Segundo o prefeito, os motoristas passaram a recolher o dinheiro das passagens, mas não estavam repassando integralmente à cooperativa ao final do dia. "A bilhetagem eletrônica apontava um valor e o motorista entregava outro. O restante dizia que era vale. Isso se tornou frequente”, disse o prefeito. Reajuste no valor da passagem Já a atual diretoria da cooperativa culpa a defasagem no preço da tarifa, porém, só na última semana solicitou formalmente um reajuste de cerca de 20% à Agência Municipal de Transportes e Trânsito (AMMT). Sobre o assunto, Ronaldo Dimas afirmou que o Município estava tentando ajudar a Cooperlota e reconhece que a tarifa está "congelada" em R$ 2,50 há bastante tempo. "Mas somente na última semana que eles [cooperativa] apresentaram uma proposta formal”, acrescentou. Subsídio do Município A cooperativa ainda diz que o Município deveria repassar um subsídio mensal referente às concessões de gratuidade integral ou parcial a estudantes e idosos. Já o prefeito foi enfático ao responder à questão. “Isso não existe! A tarifa já tem que cobrir esse custo. É assim no Brasil inteiro, além do que a licitação que eles participaram não previa despesas para o Município”, garantiu. Dotflex e dinheiro dos Tic Pass Questionado se a empresa Dotflex estaria retendo o dinheiro das passagens do Tic pass, Ronaldo Dimas afirmou que a cooperativa queria receber os valores dos bilhetes antecipadamente, mesmo antes do usuário desfrutar do serviço. “O usuário, por exemplo, recarregava o cartão com R$ 10, mas só havia usado R$ 5 e eles já queriam receber todo o dinheiro. A Dotflex não dá certo com eles porque mantém o controle de quanto entrou na cooperativa, mas isso eles nunca quiseram”, criticou Dimas, acrescentando que a empresa agiu corretamente todo tempo. Futuro da Cooperlota Perguntado sobre o futuro da cooperativa, Dimas afirmou que “pode esquecer”, pois “faliu”, referindo-se ao montante da dívida que foi executada na justiça pelo banco credor. O valor global do financiamento dos ônibus foi de R$ 13.365.000,00, para aquisição de 30 veículos no valor unitário de R$ 265 mil, e outros 20 no valor de R$ 285 mil. Em caso de atraso no pagamento, o banco executa o contrato integralmente, e não apenas o valor em atraso. Solução do problema Dimas afirmou que anunciará nos próximos dias uma saída para que a população não fique prejudicada sem o transporte público coletivo.

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