Araguaína

Empresários e fiscal presos por falsificar e vender alimentos vencidos são indiciados por cinco crimes

Segundo a polícia, os produtos vencidos recebiam novos rótulos e eram colocados novamente à venda.

Por Redação 4.445
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20/11/2019 14h44 - Atualizado há 8 meses
Casal de empresários

O casal de empresários Cristiano Gonçalves CorreaKarline Rodrigues da Silva, o dono de uma gráfica e um fiscal do Serviço de Inspeção Municipal suspeitos de integrar um esquema de venda de queijos vencidos e outros alimentos de origem clandestina em Araguaína foram indiciados por cinco crimes.

Os delitos são: falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios, crime contra as relações de consumo e organização criminosa.  

Os empresários e o fiscal, identificado como Cláudio Adriano Rodrigues Mendonça, chegaram a ser presos em dezembro de 2018 durante a operação ‘Caseus'. Dez mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na ocasião.

Durante a operação, a Polícia Civil identificou cerca de 240 quilos de alimentos diversos em condições impróprias para consumo.

O esquema

De acordo com o delegado Luís Gonzaga da Silva Neto, as investigações apontaram que grandes supermercados da cidade vendiam para Cristiano os alimentos que estavam prestes a vencer ou até já vencidos. Outra parte era oriunda do Estado do Pará.

"O correto seria o descarte, pois se tratam de alimentos impróprios para o consumo", explicou o delegado.

Após receber os alimentos, os empresários os 'esquentava' com rótulos irregulares e com data de validade adulterada e posteriormente colocavam os produtos à venda nos mesmos grandes supermercados.

Os rótulos utilizados para ‘esquentar’ os alimentos irregulares eram confeccionados em uma gráfica de Araguaína, sendo que o proprietário do estabelecimento está envolvido de forma direta no esquema criminoso, segundo a polícia.

"Cristiano e Karline também fornecia os referidos produtos para diversos restaurantes e lanchonetes da cidade de Araguaína, causando um imensurável prejuízo à saúde pública", ressaltou o delegado.

Ainda conforme Luís Gonzaga, os alimentos irregulares eram armazenados em depósitos clandestinos localizados no Setor Brasil, em Araguaína, fato este confirmado por várias testemunhas.

O caso já foi encaminhado à Justiça.

Produtos apreendidos na operação

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