Estudantes de licenciaturas não querem ser professores

Por Redação AF
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06/05/2013 08h34 - Atualizado há 3 anos
<div style="text-align: justify;"> <span style="font-size:14px;">Uma pesquisa feita na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas &aacute;reas de matem&aacute;tica e f&iacute;sica n&atilde;o pretende ou tem d&uacute;vidas quanto a seguir a carreira de professor de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Dos que cursam licenciatura em f&iacute;sica, 52% n&atilde;o pretendem ser professores ou tem d&uacute;vidas. Em matem&aacute;tica, o percentual &eacute; 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes rec&eacute;m-ingressantes da USP, incluindo tamb&eacute;m alunos de pedagogia e medicina.<br /> <br /> A pesquisa Atratividade do Magist&eacute;rio para a Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educa&ccedil;&atilde;o pela Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da USP Luciana Fran&ccedil;a Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em fun&ccedil;&atilde;o da escassez de professores nas &aacute;reas de exatas. A estimativa do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) &eacute; que o d&eacute;ficit de professores nas &aacute;reas de matem&aacute;tica, f&iacute;sica e qu&iacute;mica seja de cerca de 170 mil.<br /> <br /> A baixa remunera&ccedil;&atilde;o do magist&eacute;rio, as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de infraestrutura das escolas e o desprest&iacute;gio social da profiss&atilde;o est&atilde;o entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse em seguir a carreira. Segundo a pedagoga, a dificuldade de implementar em sala de aula o ensino da matem&aacute;tica e da f&iacute;sica e a concorr&ecirc;ncia com profiss&otilde;es como as do mercado financeiro tamb&eacute;m afastam das salas de aula quem se forma nessas &aacute;reas.<br /> <br /> <em>&ldquo;Pesquisados disseram que escolheram o curso porque gostam de matem&aacute;tica e f&iacute;sica. Mas gostar &eacute; uma coisa, outra &eacute; o ensino dessas mat&eacute;rias que engloba habilidade como o pensar a matem&aacute;tica, as ci&ecirc;ncias, e saber ensinar a matem&aacute;tica e verificar como o aluno est&aacute; aprendendo&rdquo;</em>, destacou. <em>&ldquo;Outro fator &eacute; o mercado de trabalho. Um aluno formado na USP, nessas disciplinas, pode trabalhar com pesquisa, p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, no mercado financeiro. A profiss&atilde;o de docente acaba concorrendo com outras op&ccedil;&otilde;es&rdquo;</em>, disse Luciana Fran&ccedil;a Leme. A quest&atilde;o de g&ecirc;nero tamb&eacute;m &eacute; apontada pela pesquisadora. <em>&ldquo;F&iacute;sica e matem&aacute;tica tem muitos alunos homens e as mulheres seguem mais a carreira de professor.&rdquo;</em><br /> <br /> Na avalia&ccedil;&atilde;o da pesquisadora, reverter esse quadro de desinteresse pelo magist&eacute;rio requer um plano de atratividade com metas claras e de longo prazo. <em>&ldquo;&Eacute; importante uma articula&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios fatores, igualar os sal&aacute;rios com os de profissionais com a mesma forma&ccedil;&atilde;o, reconhecimento e fortalecimento profissional, e despertar o interesse pela profiss&atilde;o ao longo da vida estudantil&rdquo;,</em> disse.<br /> <br /> A car&ecirc;ncia de professores nas &aacute;reas de exatas como matem&aacute;tica, f&iacute;sica, qu&iacute;mica e biologia &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) que elabora um programa para, desde o ensino m&eacute;dio, atrair os estudantes a seguirem o magist&eacute;rio nessas &aacute;reas. O programa ter&aacute; oferta de bolsas de aux&iacute;lio e parceria com universidades, como adiantou o ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Aloizio Mercadante, ao participar de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados, em abril.</span></div>
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