Funcionária que sofreu aborto em agência do Itaú no Tocantins pede indenização de R$ 20 milhões

Por Redação AF
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03/06/2015 16h39 - Atualizado há 1 mês
<span style="font-size:14px;">O Ita&uacute; est&aacute; sendo processado em 20 milh&otilde;es de reais por ass&eacute;dio moral por conta de uma funcion&aacute;ria que, sob press&atilde;o, teria sofrido um aborto espont&acirc;neo em uma ag&ecirc;ncia no Tocantins, em 2010. O caso foi divulgado pela&nbsp;<em>Revista Exame</em>.<br /> <br /> A a&ccedil;&atilde;o foi movida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho do estado (MPT-TO), que ainda acusa a empresa de sobrecarregar os trabalhadores, n&atilde;o computar horas extras devidamente e punir aqueles que ficam doentes.<br /> <br /> Segundo o &oacute;rg&atilde;o, essas irregularidades &quot;estariam ocasionando problemas f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos nos empregados&quot;.<br /> <br /> <strong><u>Hist&oacute;rico</u></strong><br /> <br /> De acordo com uma den&uacute;ncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Cr&eacute;dito do Estado do Tocantins (Sintec-TO), a funcion&aacute;ria gr&aacute;vida teria passado mal e abortado durante o expediente.<br /> <br /> Depois de perder o beb&ecirc;, ela teria sido obrigada a terminar suas tarefas antes de procurar um hospital. O banco diz que est&aacute; apurando os fatos.<br /> <br /> &quot;Mesmo ensanguentada, n&atilde;o p&ocirc;de sair da ag&ecirc;ncia at&eacute; fechar a tesouraria, tr&ecirc;s horas depois do aborto&quot;, diz o MPT-TO, em nota. Durante esse per&iacute;odo, o feto teria sido guardado em um saco pl&aacute;stico.<br /> <br /> No dia seguinte, depois de receber atendimento m&eacute;dico, a colaboradora ainda teria voltado ao local de trabalho para transferir a tesouraria para um colega e o seu direito de afastamento teria sido reduzido de 30 dias para apenas quatro.<br /> <br /> Al&eacute;m deste caso, o MPT relata que a empresa exerceria press&atilde;o excessiva nos funcion&aacute;rios, o que por vezes faria com que eles n&atilde;o conseguissem almo&ccedil;ar e precisassem fazer horas extras.<br /> <br /> Isso ocorreria porque o n&uacute;mero de trabalhadores estaria reduzido e haveria ac&uacute;mulo de fun&ccedil;&otilde;es como as de gerente operacional e de caixa, por exemplo.<br /> <br /> Segundo a procuradora Mayla Alberti, que conduz a a&ccedil;&atilde;o, h&aacute; tamb&eacute;m relatos de banc&aacute;rios que teriam sido punidos pela empresa por ficarem doentes.<br /> <br /> &quot;Neste ambiente insalubre, empregados sofreram doen&ccedil;as organizacionais, como estresse, tendinite e les&atilde;o por esfor&ccedil;o repetitivo, sendo alguns demitidos em raz&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de&quot;, diz o MPT-TO, em nota.<br /> <br /> <strong><u>A&ccedil;&atilde;o</u></strong><br /> <br /> O processo pede, al&eacute;m da indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral coletivo, que o Ita&uacute; estabele&ccedil;a metas &quot;compat&iacute;veis com a atividade laboral&quot;, conceda pausas remuneradas para descanso, pague horas extras devidamente, impe&ccedil;a o ac&uacute;mulo de fun&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o &quot;n&atilde;o persiga banc&aacute;rios que prestaram depoimento no inqu&eacute;rito&quot;.<br /> <br /> Uma audi&ecirc;ncia entre as partes est&aacute; marcada para o dia 12 de junho.<br /> <br /> Procurado, o banco disse em nota que: &quot;o fato relatado &eacute; estarrecedor, fere os mais fundamentais princ&iacute;pios da organiza&ccedil;&atilde;o e &eacute; inadmiss&iacute;vel na nossa &eacute;tica e cultura de respeito e valoriza&ccedil;&atilde;o dos profissionais&quot;.<br /> <br /> A empresa tamb&eacute;m afirmou que &quot;o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho conduziu as investiga&ccedil;&otilde;es sob sigilo, por isso tivemos acesso aos documentos somente nesta manh&atilde; (3). Desta forma, iniciamos a apura&ccedil;&atilde;o dos fatos, inclusive, para aplica&ccedil;&atilde;o das devidas penalidades funcionais, c&iacute;veis e trabalhistas&quot;.<br /> <br /> <u><strong>Outro caso</strong></u><br /> <br /> Em 2012, o Ita&uacute; foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a indenizar em 150.000 reais uma outra funcion&aacute;ria que sofreu aborto espont&acirc;neo depois de passar por estresse no trabalho.<br /> <br /> Ela teria sido insultada seguidas vezes por um cliente do banco que a acusava de ter pegado parte de sua aposentadoria. O caso ocorreu em 2006.</span>
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