Governo nega assistência a agente baleado na Cadeia de Colméia; 'está abandonado à própria sorte', denuncia Sinpol

Por Redação AF
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02/11/2013 16h45 - Atualizado há 4 semanas
<div style="text-align: justify;"> <span style="font-size: 14px;">O agente administrativo Ziltair Lopes, 34 anos, baleado em uma a&ccedil;&atilde;o criminosa que resultou no resgate de sete presos da cadeia p&uacute;blica de Colm&eacute;ia, no &uacute;ltimo dia 19, est&aacute; abandonado &agrave; pr&oacute;pria sorte, conforme den&uacute;ncia do Sinpol &ndash; Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins. Segundo colegas e familiares do servidor, ele n&atilde;o tem recebido nenhum apoio do Estado para seu tratamento de sa&uacute;de.</span><br /> <br /> <span style="font-size:14px;">Contratado temporariamente e lotado na Secretaria Estadual de Defesa Social, Ziltair ocupava a fun&ccedil;&atilde;o desde o in&iacute;cio de 2011, ganhando cerca de R$ 1.200. De acordo com familiares, &eacute; com as economias desse sal&aacute;rio (mais a ajuda de amigos e da fam&iacute;lia) que o agente administrativo est&aacute; pagando o tratamento, que inclui consultas m&eacute;dicas, exames, rem&eacute;dios, colch&atilde;o especial, cadeira de rodas e sess&otilde;es de fisioterapia.<br /> <br /> De acordo com colegas de trabalho da v&iacute;tima, na Secretaria de Defesa Social, n&atilde;o est&aacute; tendo nenhum apoio e nem mesmo um telefonema&nbsp; para perguntar sobre o estado de sa&uacute;de de Ziltair, alvejado com um tiro nas costas, cuja bala est&aacute; alojada no local, causando paralisa&ccedil;&atilde;o de todos os movimentos do lado esquerdo.<br /> <br /> <u><strong>Falta de seguran&ccedil;a</strong></u><br /> <br /> De acordo com o agente penitenci&aacute;rio Antenor Ferreira, a a&ccedil;&atilde;o criminosa &ndash; possivelmente orquestrada por criminosos vindos do Par&aacute; &ndash; aconteceu quando um preso simulou que estava passando mal. No momento em que os policiais civis de plant&atilde;o tiraram o acusado da cela para lev&aacute;-lo ao hospital, quatro homens armados apareceram, renderam os policiais civis de plant&atilde;o e libertaram sete dos 26 presos de uma das celas. Os criminosos fugiram em dois carros. Um deles, um corsa modelo classic, pertencia a Ziltair.<br /> <br /> Na ocasi&atilde;o, o Estado informou que a seguran&ccedil;a no local seria refor&ccedil;ada. No entanto, segundo Antenor Ferreira, que tamb&eacute;m trabalha no local, a cadeia p&uacute;blica de Colm&eacute;ia est&aacute; mais insegura do que nunca, j&aacute; que o refor&ccedil;o prometido nunca chegou, e o local est&aacute; sempre superlotado. A cadeia tem capacidade para 12 presos, mas chega a ter mais de 40, ou seja, mais de tr&ecirc;s vezes a quantidade ideal.<br /> <br /> <u><strong>Outro caso</strong></u><br /> <br /> A presidente do SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins), Nadir Nunes, sempre cobrou do Estado o fim dos contratos tempor&aacute;rios dos agentes administrativos. Segundo ela, eles desempenham fun&ccedil;&atilde;o exclusiva de policiais civis, t&iacute;picas de Estado. Al&eacute;m disso, em trag&eacute;dias como essa &ndash; vivida por Ziltair Lopes &ndash; o Estado vira as costas para o servidor.<br /> <br /> A sindicalista lembra tamb&eacute;m que n&atilde;o &eacute; a primeira vez que acontece uma trag&eacute;dia como esta. Em outubro de 2011, o agente administrativo Eloilson Mathias, de 39 anos, foi morto em um acidente de tr&acirc;nsito, no sul do Estado, causado por um detento do Centro de Ressocializa&ccedil;&atilde;o Luz do Amanh&atilde;, de Cariri, durante uma&nbsp; fuga, quando retornava&nbsp; de atendimento m&eacute;dico em Gurup&iacute;.<br /> <br /> &quot;Tanto no caso do Ziltair, quanto no caso do Eloilson, as informa&ccedil;&otilde;es que temos &eacute; de total abandono ao servidor e seus familiares. Por n&atilde;o terem v&iacute;nculo funcional, ficam abandonados &agrave; propria sorte. Por isso sempre nos manifestamos contr&aacute;rios aos contratos e nossa insist&ecirc;ncia em que se realize concurso para a &aacute;rea, pois em situa&ccedil;&otilde;es como essas, que &eacute; comum &agrave; fun&ccedil;&atilde;o, pelo menos o servidor e seus familiares t&ecirc;m direitos a assist&ecirc;ncia&quot;, enfatiza Nadir Nunes.</span></div>
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