Plano de Saúde

Hospitais e clínicas particulares voltam a denunciar atrasos do Servir e do SUS no Tocantins

Sindicato cita atrasos desde março e débitos do SUS por serviços prestados desde 2021.

Por Redação 638
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07/07/2026 11h55 - Atualizado há 1 semana
Segundo o Estado, não há, neste momento, disponibilidade financeira para o pagamento dos atrasados.

Notícias do Tocantins - Os hospitais privados que atendem servidores estaduais pelo plano Servir e pacientes do Sistema Único de Saúde voltaram a enfrentar atrasos nos repasses do Governo do Tocantins.

Segundo o sindicato que representa o setor, unidades ainda aguardam pagamentos referentes a março, enquanto parte das dívidas relacionadas ao SUS se arrasta desde 2021.

A situação foi discutida durante reunião extraordinária do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto), realizada na quarta-feira, 1º de julho. Durante o encontro, os prestadores relataram que a falta dos recursos já compromete novamente o equilíbrio financeiro das instituições.

Os hospitais dependem dos repasses para pagar profissionais, comprar medicamentos e insumos e manter em funcionamento os serviços oferecidos aos beneficiários do Servir e aos pacientes atendidos pelo SUS.

Crise volta a atingir hospitais

Os novos atrasos ocorrem poucos meses após a crise registrada no fim do ano passado, quando a falta de pagamentos colocou em risco a continuidade dos atendimentos.

Na ocasião, tratativas entre o Sindesto e o Governo do Estado resultaram na definição de um cronograma para regularização dos repasses, o que evitou a suspensão dos serviços. Agora, de acordo com a entidade, os hospitais enfrentam novamente dificuldades semelhantes, sem uma previsão concreta para a quitação dos débitos.

Segundo informações repassadas pela administração estadual aos prestadores, as notas fiscais foram solicitadas e emitidas, mas não haveria, neste momento, disponibilidade financeira para efetuar os pagamentos em atraso.

A indefinição preocupa o setor porque as unidades continuam arcando com os custos dos atendimentos mesmo sem receber pelos serviços já prestados.

Hospitais cobram valores do SUS desde 2021

O problema também alcança os atendimentos realizados pelo SUS. Conforme o Sindesto, há hospitais aguardando pagamentos por serviços prestados desde 2021, além de débitos mais recentes.

A Secretaria de Estado da Saúde chegou a iniciar um cronograma para quitar parte das pendências, mas o calendário não teve continuidade. Com isso, dívidas antigas passaram a se acumular com os novos atrasos.

Diante do cenário, o sindicato encaminhou notificações formais às secretarias estaduais da Administração, da Saúde e da Fazenda, solicitando uma reunião para discutir a regularização dos débitos.

Sindicato pede cronograma e previsibilidade

O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Souza, afirmou que a entidade busca uma solução por meio do diálogo, mas defendeu a apresentação de um calendário que dê previsibilidade aos prestadores.

O Sindesto não tem interesse em interromper qualquer atendimento. Nosso compromisso é com a população e com a continuidade da assistência. No entanto, os hospitais não conseguem sustentar indefinidamente serviços de alta complexidade sem receber pelos atendimentos já realizados. O que solicitamos é a abertura imediata do diálogo, a definição de um cronograma de pagamento e segurança para que os prestadores consigam manter equipes, insumos e serviços em funcionamento”, afirmou.

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