Polêmica

Laurez explica reajuste da água e cutuca Wanderlei: 'gestão não empurra problemas, resolve'

Medida pode resultar em um reajuste futuro acumulado superior a 40%, diz Laurez.

Por Conteúdo AF Notícias 512
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09/01/2026 09h18 - Atualizado há 2 semanas
Laurez Moreira rebate críticas do governo de Wanderlei Barbosa

Notícias do Tocantins – Com a afirmação “gestão não empurra problemas, resolve”, o vice-governador Laurez Moreira (PSD) se manifestou após críticas à sua atuação durante os três meses em que exerceu interinamente o comando do Governo do Estado, no período de afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos).

Após o retorno ao cargo, Wanderlei atribuiu vários problemas à gestão interina, como a suspensão do Programa Jovem Trabalhador, a interrupção dos atendimentos odontológicos do plano Servir e o reajuste de 9,37% na tarifa de água.

Em nota, Laurez Moreira afirmou que sua atuação à frente do Executivo estadual foi pautada pela legalidade, transparência e responsabilidade administrativa, destacando que decisões adotadas no período tiveram fundamento jurídico e buscaram evitar impactos maiores à população no médio e longo prazo.

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Sobre o reajuste na conta de água, um dos pontos mais questionados, o vice-governador explicou que a medida não teve caráter político, mas decorreu de obrigação contratual reconhecida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Poder Judiciário. Segundo ele, a recomposição tarifária foi limitada à inflação acumulada pelo IPCA, no percentual de 9,37%.

De acordo com Laurez, a alternativa seria adiar o cumprimento do contrato, o que poderia resultar em um reajuste futuro acumulado superior a 40%, com impacto ainda maior para os consumidores. “A decisão foi tomada para evitar que a população fosse surpreendida no futuro”, afirmou.

O vice-governador também informou que determinou a revisão do contrato com a concessionária de água, com o objetivo de garantir a retomada de obras e investimentos no sistema, além de assegurar segurança jurídica ao Estado. Ele destacou ainda que o cumprimento do contrato é condição para viabilizar a aplicação da nova Tarifa Social, que pode beneficiar mais de 440 mil tocantinenses.

Em relação às demais críticas envolvendo programas sociais e serviços vinculados ao Estado, Laurez Moreira sustentou que sua gestão buscou enfrentar problemas estruturais e evitar a postergação de decisões sensíveis. Para ele, a responsabilidade fiscal e administrativa exige que medidas impopulares sejam adotadas quando necessárias, desde que amparadas pela lei.

“O que fiz foi agir como gestor público, cumprindo a legislação e os contratos no tempo certo, sem empurrar problemas para frente”, afirmou o vice-governador.

Laurez Moreira concluiu destacando que governar, mesmo em caráter interino, exige decisões técnicas e responsabilidade institucional, especialmente em contextos de passivos acumulados por gestões anteriores.

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