Procedimento apuratório

Ministério Público avalia estrutura do Tocantins para conter incêndios em carros elétricos

Procedimento do Gaesp apura preparo dos bombeiros, protocolos e avanço da frota.

Por Redação
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30/04/2026 08h34 - Atualizado há 1 mês
Caso recente em Palmas e crescimento da frota motivaram apuração

Notícias do Tocantins - O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento para verificar se o Estado possui estrutura adequada para enfrentar incêndios envolvendo veículos elétricos e híbridos, tecnologia que cresce rapidamente no país e já se expande em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi.

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e tem como foco o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO). O objetivo é avaliar se há protocolos operacionais específicos, capacitação técnica e equipamentos apropriados para esse tipo de ocorrência.

Segundo o promotor de Justiça João Edson de Souza, a investigação considera as particularidades desse tipo de incêndio, especialmente o comportamento das baterias de íon-lítio, que podem sofrer o chamado “thermal runaway” — reação em cadeia que provoca elevação extrema de temperatura, risco de reignição e necessidade de técnicas específicas de combate.

Além disso, consideramos um caso recente registrado em Palmas quando um veículo elétrico pegou fogo durante o carregamento em uma residência, demandando atuação específica dos bombeiros”, destacou o promotor João Edson.

O avanço da frota de veículos eletrificados no Tocantins também é um dos fatores que motivaram a apuração. O crescimento é impulsionado, inclusive, por incentivos fiscais, como a isenção total do IPVA até dezembro de 2027.

Investigação quer esclarecer preparo do Estado

O MPTO busca responder cinco pontos centrais: existência de protocolos operacionais para incêndios em veículos elétricos e híbridos; capacitação das equipes do Corpo de Bombeiros; disponibilidade de equipamentos adequados; planejamento institucional diante do aumento da frota; e registro de ocorrências já atendidas no Estado.

Para isso, foram expedidos ofícios ao Corpo de Bombeiros, ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO) e à Secretaria da Fazenda. Os órgãos têm prazo de 15 dias para encaminhar informações, incluindo dados sobre a evolução da frota de veículos eletrificados nos últimos três anos.

Segurança diante de novas tecnologias

Na avaliação do MPTO, a expansão de tecnologias automotivas exige adaptação dos serviços públicos, especialmente na área de segurança.

O procedimento se baseia no princípio da prevenção, que orienta a atuação do Estado diante de riscos previsíveis e de alto potencial de impacto.

Após o recebimento das respostas, o Ministério Público poderá adotar medidas extrajudiciais, como recomendações para adequação de protocolos e estrutura operacional.

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