Presos desde 2016

Ministro Marco Aurélio, do STF, manda soltar mais dois policiais civis de Araguaína

Os agentes estão presos na cadeia pública de Ananás, região norte do Estado.

Por Redação 2.215
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09/10/2018 16h54 - Atualizado há 1 ano
Ademael das Neves Conceição e Genilson da Costa

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar mais dois policiais civis de Araguaína que estão presos na cadeia pública de Ananás, em decisão liminar proferida nesta segunda-feira (8).

Os agentes Genilson da Costa Feitosa e Ademael das Neves Conceição foram condenados a 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, acusados de associação para o tráfico de drogas, corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

Eles foram presos em junho de 2016 durante a Operação Detalhes, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual.

O mesmo ministro já havia determinado a soltura do terceiro policial supostamente envolvido no caso, Maximileno Santos Silva. Os habeas corpus foram impetrados pelo advogado criminalista Wendel Araújo de Oliveira.

Ao pedir a soltura dos policiais, o advogado afirmou que estão ausentes os requisitos autorizadores da prisão e destacou que os agentes possuem bons antecedentes e são réus primários.

Na análise do pedido, o ministro do STF afirmou que os malefícios do tráfico de drogas não são argumentos suficientes para decretar a prisão dos policiais. "Os malefícios decorrentes do comércio ilegal de entorpecentes surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento alusivo à garantia da ordem pública”, escreveu.

Com a decisão do ministro, Genilson, Ademael e Maximileno vão recorrer da condenção em liberdade, caso não estejam presos por outros motivos.

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