Irregularidades

MPTO flagra invasão de áreas públicas por imóveis comerciais durante vistoria em Palmas

Em alguns casos, os imóveis avançaram de 3 a 5 metros nas áreas públicas.

Por Redação 624
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27/06/2020 09h47 - Atualizado há 1 mês
Imóveis comerciais 'comem' parte de área pública

Uma inspeção realizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), nesta sexta-feira (26), constatou que houve invasão em área pública municipal cometida por proprietários de diversos imóveis comerciais, localizados em quadras e avenidas da região central e norte de Palmas.

De acordo com a promotora de Justiça da área de Urbanismo, Kátia Chaves Galietta, alguns imóveis ainda estão sendo construídos e foram até embargados pela Prefeitura de Palmas, mas a maioria está em funcionamento.

“Muitos dos imóveis que estão operando normalmente nesses lugares vistoriados estão funcionando de forma irregular, já que foram construídos invadindo área pública municipal”, pontou.

A promotora de Justiça explicou que as invasões ocorreram principalmente no fundo desses lotes comerciais, com avanço de três metros de área construída dentro de área pública, o que é proibido pelo Código de Obras e Edificações de Palmas, estabelecido pela Lei nº 45/1990. “Em um dos imóveis, a invasão foi ainda maior, ocupando cinco metros de área pública”, ressaltou.

Segundo a promotora Kátia Galietta, algumas invasões já tinham sido detectadas há algum tempo por fiscais de Obras e Posturas da Prefeitura de Palmas, que na época embargaram as construções e emitiram multa aos infratores.

Diante das irregularidades constatadas, o MPTO irá instaurar procedimento administrativo acerca dos novos fatos, requisitar junto à gestão municipal as informações referentes aos processos de invasão dos imóveis comerciais e expedir recomendação à Prefeitura Municipal de Palmas e à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos da cidade, requisitando providências quanto às irregularidades. (Luiz Melchiades)

 

Promotora de justiça fez vistoria in loco
Prefeitura foi notificada para tomar as providências cabíveis

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