Madset

Operação da PF mira grupo suspeito de vender decisões no Tribunal de Justiça do Tocantins

Mandados estão sendo cumpridos em Palmas (TO) e São Paulo (SP).

Por Redação 2.381
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28/04/2020 08h03 - Atualizado há 1 ano
TJ-TO

A Polícia Federal deflagrou a operação Madset, na manhã desta terça-feira (28), para desarticular uma organização criminosa suspeita de negociar decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Tocantins e branquear os ativos obtidos de forma ilícita.

Aproximadamente 50 policiais federais cumprem 2 mandados de afastamento de função pública e 7 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de 25 intimações, nas cidades de Palmas (TO) e São Paulo (SP).

O desembargador e ex-presidente do TJTO, Ronaldo Eurípedes, foi afastado das suas funções. Os agentes também cumprem mandados nas casas de advogados. 

Além das medidas já mencionadas, o STJ também determinou o bloqueio de cerca de R$ 4 milhões em bens dos investigados. Contudo, o montante das vantagens indevidas obtidas pela organização criminosa pode ser ainda maior.

Segundo a PF, a ação é resultado dos avanços de investigações conduzidas pela Superintendência da Polícia Federal no Tocantins após a deflagração da denominada operação Toth, em 15 de agosto de 2018.

Os investigados são suspeitos de atuarem na negociação, intermediação e elaboração de decisões judiciais para a obtenção de vantagem financeira indevida, utilizando-se, em seguida, de interpostas pessoas, operações em espécie, associações veladas, empréstimos fictícios, contratos de gaveta, transações imobiliárias e atividade rural, para ocultar e dissimular a real origem e propriedade do patrimônio ilícito.

Além da obtenção de novas provas, a PF busca com a operação interromper a continuidade dos crimes, delimitar a conduta dos investigados, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, além de resguardar a aplicação da lei penal.

Os suspeitos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência, além de outros ainda sob apuração.

O nome da operação é uma referência a deusa egípcia Madset, filha dos deuses Toth e Maet, associada à justiça assim como sua mãe.

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