Vozes Silenciadas

Paula, a mulher que venceu a escravidão no Tocantins do século XIX, é tema de exposição

Mulher negra conquistou a liberdade três décadas antes da Lei Áurea.

Por Redação
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27/11/2025 09h27 - Atualizado há 2 meses
Exposição integra as comemorações do Dia da Justiça

Notícias de Araguaína -  Araguaína será a primeira cidade a receber a Exposição Itinerante 'Vozes Silenciadas: A Luta de Paula por Liberdade'. A mostra, promovida pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), com apoio da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), será inaugurada nesta quinta-feira (27/11), às 10h, no Lago Center Shopping, onde permanecerá aberta ao público até sexta-feira (28/11).

A ação propõe uma imersão sensível e histórica na realidade da escravidão no território tocantinense, a partir da trajetória de Paula, mulher negra e escravizada que conquistou sua liberdade em 1858 — trinta anos antes da Lei Áurea.

“A Comissão de Gestão da Memória do Tribunal, em parceria com a ESMAT, desenvolveu um relevante trabalho de pesquisa que resgata a história de uma mulher negra e escravizada que conquistou sua liberdade décadas antes da abolição, por meio de uma ação judicial, exatamente na região onde hoje está localizado o Tocantins”, destaca a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal.

A iniciativa integra as comemorações do Dia da Justiça, celebrado em 8 de dezembro, e passará ainda por outras duas cidades:

  • Gurupi – Araguaia Shopping – 3 e 4/12

  • Palmas – Capim Dourado Shopping – 6 a 8/12

Um legado de memória e justiça

A exposição resgata a história de Paula, cuja conquista jurídica pela liberdade, em pleno século XIX, representa um marco de resistência no Brasil escravocrata. Ao dar visibilidade a esse feito, o Judiciário tocantinense reafirma seu compromisso com a justiça social e com a preservação da memória histórica.

A ação está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), promovendo uma releitura crítica do passado e incentivando o reconhecimento das lutas por liberdade, dignidade e inclusão. A mostra convida o público a refletir sobre as feridas deixadas pela escravidão e a importância da memória coletiva como instrumento de transformação social.

Ouvidoria mais próxima da comunidade

A Ouvidoria Judiciária do TJTO também participará das três edições da exposição itinerante, oferecendo atendimento direto ao público e recebendo sugestões, reclamações e outras manifestações da comunidade, fortalecendo o diálogo entre a sociedade e o Poder Judiciário.

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