Perda da audição em idosos pode desencadear depressão

Por Redação AF
Comentários (0)

02/09/2014 10h35 - Atualizado há 1 semana
<u><span style="font-size:14px;">Da Reda&ccedil;&atilde;o</span></u><br /> <br /> <span style="font-size:14px;">Muitos gostariam de impedir a a&ccedil;&atilde;o do tempo no corpo humano. A cada dia novos recursos auxiliam no combate aos degastes advindos com o passar dos anos, por&eacute;m alguns deles s&atilde;o quase imposs&iacute;veis de serem evitados.<br /> <br /> Para isto os tratamentos tamb&eacute;m evoluem a cada dia, e em alguns casos, quando s&atilde;o aliados a a&ccedil;&otilde;es que estimulam o bem estar de quem sofre de algum mal, os resultados podem ser ainda mais positivos.<br /> <br /> &Eacute; o caso da surdez em idosos, chamada de presbiacusia, considerada a causa mais comum&nbsp; de perda auditiva progressiva e come&ccedil;a a surgir em torno dos 50 anos com predom&iacute;nio de at&eacute; 60% nos indiv&iacute;duos com mais de 75 anos de idade.<br /> <br /> <em>&ldquo;O envelhecimento &eacute; um conjunto de modifica&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas que ocorrem no organismo em fun&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o do tempo. E o tempo tamb&eacute;m age nos nossos sentidos, inclusive na audi&ccedil;&atilde;o. O grande problema da presbiacusia &eacute; que ela &eacute; lenta e progressiva e o paciente, na maioria das vezes, n&atilde;o tem a consci&ecirc;ncia de quanto a sua defici&ecirc;ncia auditiva limita sua percep&ccedil;&atilde;o dos sons no seu dia a dia&rdquo;</em>, explica Wilian Mattos, m&eacute;dico especialista em Otorrinolaringologia.<br /> <br /> A partir da&iacute; s&atilde;o desencadeados outros comportamentos muito comuns, devido a n&atilde;o percep&ccedil;&atilde;o do que realmente est&aacute; funcionando mal.<br /> <br /> O idoso apresenta baixa auto-estima em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua capacidade auditiva, vergonha, nega&ccedil;&atilde;o, sensa&ccedil;&atilde;o de inferioridade, depress&atilde;o, irritabilidade, dificuldade de relacionamentos, isolamento social e at&eacute; mesmo familiar.<br /> <br /> <em>&ldquo;O paciente passa a se encontrar incapaz de fazer coisas de seu cotidiano como frequentar igrejas, teatro, cinema e mesmo para lazeres dom&eacute;sticos como ouvir r&aacute;dio e assistir televis&atilde;o. Os riscos de se ingnorar que algo realmente n&atilde;o vai bem, al&eacute;m de desencadear uma depress&atilde;o no idoso, pode aumentar o risco de acidentes, por n&atilde;o ouvirem as pessoas ao seu redor, ou mesmo um ve&iacute;culo se aproximando</em>&rdquo;, alerta Marina Valim, m&eacute;dica geriatra.<br /> <br /> E a busca r&aacute;pida por tratamento pode ser o principal aliado. <em>&ldquo;A pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o idosa, como est&aacute; cada vez mais ativa e buscando uma vida mais saud&aacute;vel, acaba procurando o otorrinolaringologista a fim de acabar com esse problema cada vez mais cedo, inclusive buscando o tratamento a partir do est&iacute;mulo de uma conviv&ecirc;ncia maior e mais pr&oacute;xima com os netos. Pra isso, &eacute; necess&aacute;rio ouvi- los bem&rdquo;</em>, destaca Wilian Mattos.<br /> &nbsp;<br /> <br /> <u><strong>Tratamento M&eacute;dico</strong></u><br /> <br /> Aliar o bom conv&iacute;vio familiar com um tratamento m&eacute;dico &eacute; a receita certa a uma qualidade de vida do idoso. O tratamento para a presbiacusia deve seguir uma investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica criteriosa com um m&eacute;dico especialita na &aacute;rea de otorrinolaringologia.<br /> <br /> Com o aux&iacute;lio de alguns exames como a Audiometria e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encef&aacute;lico (BERA), &eacute; poss&iacute;vel a escolha do tratamento ideal.<br /> <br /> Atualmente o tratamento mais indicado &eacute; o uso de pr&oacute;teses auditivas que, com as novas tecnologias, est&atilde;o sendo cada vez melhor recebidas pelos pacientes, diminuindo o preconceito para o seu uso.<br /> <br /> <em>&ldquo;Basicamente, o tratamento visa manter a via auditiva funcionando. Se a priva&ccedil;&atilde;o ao som se prolonga, aquela via do nervo at&eacute; o c&eacute;rebro deixa de funcionar. Em poucas palavras, o c&eacute;rebro deixa de aprender a escutar. E quanto mais precoce a protetiza&ccedil;&atilde;o, menor &eacute; o decl&iacute;nio cognitivo do idoso, ou seja, se esse est&iacute;mulo do som continua, o c&eacute;rebro tem a capacidade de &lsquo;reaprender a ouvir&rsquo;, &eacute; a chamada neuroplasticidade&rdquo;</em>, complementa Wilian Mattos, m&eacute;dico otorrinolaringologista.</span>
ASSUNTOS

Comentários (0)

Mais Notícias

Eleições 2018

Candidato do Bolsonaro no Tocantins, Simoni diz estar surpreso com adesões

"Vamos levar propostas para consertar o Tocantins", disse o candidato.

Especialistas comentam

Araras sobrevivem na mira do tráfico de animais silvestres no Tocantins

A trajetória de tratamento da espécie se estende por diferentes períodos, conforme as condições de saúde.

Redes Sociais

TSE manda Twitter fornecer dados de perfis que festejaram ataque a Bolsonaro

Twitter deverá entregar dados de 16 perfis que incentivaram agressões a Bolsonaro

Eleições 2018

Ciro compara Bolsonaro a Hitler: 'um fascista que vai descambar pra violência'

A mesma comparação tem sido feita em diversas reuniões políticas.

Veja a tabela

200 vagas de emprego para Palmas, Araguaína e mais sete cidades do Tocantins

As oportunidades desta terça-feira (25) são para nove cidades do Estado.

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Nas Redes
Nosso Whatsapp
063 9 9242-8694
Nosso Email
redacao@arnaldofilho.com.br
Copyright © 2011 - 2018 AF Notícias. Todos os direitos reservados.