Em chácara

Polícia impede festa que prometia drogas liberadas em Araguaína; 7 pessoas serão processadas

Grupo responsável pela festa se intitulava Projectx.

Por Redação 2.942
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25/01/2021 14h19 - Atualizado há 1 mês
Banner da festa

A Polícia Civil apurou que uma festa de grandes proporções, inclusive com promessa de uso liberado de drogas, estava programada para acontecer nesse sábado (23) em uma chácara no município de Araguaína.

A realização do evento também descumpriria o decreto municipal que prevê medidas contra o avanço da Covid-19 e foi descoberta pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Araguaína) por meio de investigação durante o sobreaviso noturno da unidade, onde monitorava organizações criminosas.

Conforme o delegado-chefe da 3ª DEIC, Fernando Rizério Jayme, foi apurado que pelo menos sete pessoas estavam na liderança de um grupo de centenas de pessoas para a realização de várias festas ao longo do período de proibição municipal. E com o anúncio de uso liberado de drogas durante as festas, o delegado afirma que há configuração, em tese, dos crimes de associação criminosa, descumprimento de medida sanitária e apologia ao crime, com penas somadas de até 4 anos e 6 meses.

Com isso, a 3ª DEIC repassou as informações apuradas para o Departamento de Postura e Edificações (DEMUPE) de Araguaína, responsável pela fiscalização de eventos festivos, que, com o apoio da Polícia Militar, impediu a realização da festa clandestina.

O delegado Fernando Rizério explicou que o grupo responsável pela festa se intitulava PROJECTX e tinha o objetivo de realizar festas Raves em chácaras, nas imediações de Araguaína, sem autorização e utilizando sonorização incompatível com o local, podendo causar perturbação à paz e sossego públicos.

No evento que aconteceria no sábado (23), o ingresso custava R$ 20 por pessoa, sendo, por conseguinte, um evento com interesse de lucro. Duas atrações artísticas estavam no banner de propaganda, e os profissionais também terão suas condutas apuradas.

Os sete líderes do evento já foram identificados e serão processados criminalmente, juntamente com o responsável pela chácara. Um deles foi conduzido à 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Araguaína e outro já está sendo processado por uma festa clandestina, ocorrida em outra ocasião, também em uma chácara no município de Araguaína.

Fernando Rizério acrescentou que tais condutas atacam valores e bens que, com muito esforço, a sociedade tem tentado proteger. “Pessoas que se aglomeram dessa forma cometem crime do artigo 268 do Código Penal, por todos os participantes da festa, e, quando contaminados, levam a doença para os familiares, amigos e para toda a sociedade”, disse.

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