SEGURANÇA PÚBLICA

Policiais civis fazem paralisação de 24 horas para pressionar governo por melhorias

Categoria cobra concurso público, melhores condições de trabalho e valorização.

Por Auro Giuliano | AF Notícias 573
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25/11/2025 08h51 - Atualizado há 2 meses
Segundo o sindicado, o Tocantins está há 11 anos sem reposição de efetivo

Notícias do Tocantins - Os policiais civis do Tocantins realizam nesta segunda-feira (24/11) uma paralisação de 24 horas para pressionar o Governo do Estado a solucionar problemas estruturais que, segundo a categoria, se arrastam há mais de uma década e comprometem o funcionamento da instituição.

O movimento é coordenado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO) e pelo Sindicato De Peritos Oficiais Do Estado Do Tocantins (Sindiperito), com apoio da Federação representativa dos Trabalhadores Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte (Feipol-CON) e da Federação Estadual das Associações de Policiais Civis do Tocantins (Feapol).

Déficit de efetivo e adoecimento dos servidores

A principal reivindicação é a realização de concurso público, já que o Tocantins está há 11 anos sem reposição de efetivo. As entidades afirmam que o déficit tem provocado sobrecarga, desgaste físico e emocional e adoecimento dos servidores, que trabalham acima da carga horária legal.

Mesmo assim, destacam que os policiais têm conseguido manter índices de redução da criminalidade graças a um “esforço extraordinário”.
“Os profissionais têm se desdobrado muito além do razoável. Chegamos ao limite”
, afirmam.

Apesar da paralisação, a categoria garante que serviços essenciais seguem funcionando. “Nosso compromisso com a sociedade permanece inabalável”, reforçam.

“Governo não demonstra preocupação”

As entidades alegam que a suspensão temporária das atividades é consequência da falta de respostas por parte do governo.
“Não nos orgulhamos de suspender, mesmo que por 24 horas, serviços tão essenciais. Mas o governo não demonstra preocupação nem com a Polícia Civil, nem com os cidadãos que dependem de um serviço forte e estruturado”, afirma a nota conjunta.

Os policiais civis cobram:

  • Realização imediata de concurso público;

  • Condições dignas de trabalho e investimentos estruturais;

  • Valorização profissional, com ajustes nos Planos de Cargos e Carreiras (PCCS);

  • Recepção da Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil.

As entidades ressaltam que tentam negociar há anos, sem avanços. “O movimento paredista não é opção; é consequência da ausência de respostas e da negligência com uma instituição essencial para a segurança pública”, afirmam.

Apesar da paralisação, a categoria garante que serviços essenciais seguem funcionando

Mobilização pode aumentar

A paralisação desta segunda-feira marca o início das mobilizações. Caso não haja avanço nas negociações, a categoria deve iniciar a Operação Legalidade - ação dentro dos limites legais, mas que aumenta a pressão por medidas efetivas.

Para os policiais civis, o objetivo é claro:

“Uma Polícia Civil forte, estruturada e valorizada, capaz de oferecer um serviço eficiente, humano e continuado. Para cuidar da sociedade, precisamos que o Estado cuide também de seus policiais.”

 

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